Algumas Considerações

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domingo, 25 de maio de 2008

A Twist in the Myth

A Twist in the Myth

Músicas:

01.This Will Never End – 5:07
02.Otherland – 5:14
03.Turn the Page – 4:16
04.Fly – 5:43
05.Carry the Blessed Home – 4:03
06.Another Stranger Me – 4:36
07.Straight Through the Mirror – 5:48
08.Lionheart – 4:15
09.Skalds and Shadows – 3:13
10.The Edge – 4:27
11.The New Order – 4:49

Resenha:
Lançado em 2006, A Twist in the Myth é um dos mais recentes trabalhos do Blind Guardian, e conta com um novo integrante, o baterista Thomen Stauch.
Entre os fans, é quase um concenso que uma pecurialidade deste play é que em relação aos discos anteriores, este tem menos "frescuras", e é mais simples. Isso não o torna bom pra mim, ao meu ver é um disco bem fraco.
Eu sei que não sou a melhor pessoa para poder analizar o disco, ja que não sou tão entusiasta assim do Heavy Metal Melódico (coisa que o Blind Guardian se tornou) e tão pouco conheço a fundo o Blind Guardian, a minha opnião acredito eu, será uma das mais impessoais que você irá encontrar.
Uma coisa que eu percebi logo de cara é que o coro de vozes é agora mais tímido, apesar de ser bastante presente ainda, principalmente nos refrões.
A parte instrumental do disco não me agradou, achei muita performace para pouca melodia.
O disco não traz quase nenhum destaque, as unicas que eu gostei no disco é a musica de abertura This Will Never End e a Turn the Page, de resto, pouca coisa me chamou a atenção.
A mixagem do disco mostrou-se muito exagerada, os instrumentos entram muito em conflito com as inumeras texturas, as inumeras camadas, orquestrações e vozes gravadas, sem que nenhum desses elementos sequer se desenvolva de maneira limpa e definida
Há muita poluição sonora no disco, tudo pra mim soou caótico e desnecessário, você até conseguia perceber alguma melodia legal no meio daquele excesso, mas esses momentos eram bem raros, a timbragem da guitarra, o ritmo acelerado e a repetição de elementos em todas as músicas acabou deixando-o repetitivo demais.
Acho que um ponto legal deste disco, um dos poucos, é que a temática variou um pouco, não se engane pelo dragão na capa, eles estão trabalhando com outros temas que não são medievais.
This Will Never End é baseado em Wild Ride Through the Night, um romance do cartunista Walters More. Otherland é baseada numa das séries de ficção-científica que formam a coletânea Cyberpunk, um romance futurista escrito por TAD Willians.
Turn the Page contem referências a Wicca, uma religião neo-pagã fundamentada no culto a fertilidade.
Fly contem referências a Peter Pan.
Carry the Blessed Home é baseado no livro The Gunslinger, uma obra de Stephen King que faz parte da série The Dark Tower.

Saldo final:
Disco repetitivo, exagerado e praticamente sem nenhum destaque.
Desculpem os fans, mas...
Nota 4.

domingo, 4 de maio de 2008

The Dark Ride

The Dark Ride

Músicas:
01.Beyond the Portal – 0:45
02.Mr. Torture – 3:28
03.All over the Nations – 4:55
04.Escalation 666 – 4:24
05.Mirror Mirror – 3:55
06.If I Could Fly – 4:09
07.Salvation – 5:43
08.The Departed (Sun Is Going Down) – 4:37
09.I Live for Your Pain – 3:59
10.We Damn the Night – 4:07
11.Immortal– 4:04
12.The Dark Ride – 8:52

Resenha:
Esta resenha foi escrita por Eddie Rodrigues
Helloween. Aquela banda que inventou o Metal Melódico, que lançou os clássicos "Keeper of the Seven Keys, Pt 1 e 2", que lançou ao mundo o talendo de Michael Kiske. Que trocou de vocalista e manteve o nível, muito embora tenha mudado um pouco sua sonoridade... você vai ouvir falar do Helloween sempre, mas engraçado que quase sempre por esses motivos acima, além das pessoas que odiaram a "terceira parte do Keepers" ou que acham que a banda já não lança nada que preste faz tempo. Então, cabe á mim fazer a resenha desde que, na minha opinião (se algum animal tiver a cara-de-pau de discutir gosto pessoal comigo, vou mandar tomar em todos os furos do corpo) é o melhor álbum da carreira do Helloween.
Após a desnecessária introdução com Beyond the Portal, o Helloween te dá um soco no estômago com Mr.Torture. Uma das músicas mais pesadas da carreira da banda, com uma atuação brilhante de todos os membros. Sem deixar o nível cair, a banda aposta em melodia, mas mantendo o peso, com All Over the Nations. Bumbo duplo comendo solto, velocidade, agudos... mas a música é boa, e não adianta ficar brabinho.
Se alguém ainda achava que o Helloween era repetitivo, calou a boca com Escalation 666, o tipo de música que você não reconhece o autor até o vocalista abrir a boca. Um riff ultra arrastado e extremamente pesado. Roy Z caprichou na produção desse álbum, muito mais do que em vários outros álbuns de sua carreira.
Melodia e peso definitivamente são as marcas desse álbum. Mirror Mirror é mais uma prova disso. Contando até com violão, sem deixar as guitarras de lado, a música possui um refrão particularmente cativante. E depois, o que vem?
Como diz King Diamond em um trecho da música The Candle: "AND FAROOOOFAAAAA!" (piada interna, não tentem entender). If I Could Fly foi o carro-chefe do álbum. Com uma introdução de piano grudenta, uma levada interessante e um refrão que faz você cantar o resto do dia. Muita gente odeia essa música, mas é uma balada muito boa, ninguém pode negar. E também não podem negar que o Helloween tentou fazer algo que a lembrasse com seu novo single, As Long As I Fall.
E dá-lhe melódico! Salvation é a próxima, e novamente os bumbos frenéticos guiam a música. E o refrão cantado em coro, típico do melódico, marca a música. Não dá pra deixar de destacar o peso das guitarras. Parabéns, Roy Z! Só não sinto tanto a falta dele como produtor porque Charlie Bauerfeind é um ótimo profissional.
The Departed (Sun Is Going Down), música de autoria de Uli Kursch (outro que foi muito bem substituido, mas continua mantendo minha preferência... nunca escondi que é meu baterista favorito), tem uma levada arrastada, teclados de fundo que dão um clima bem interessante á música. E o refrão mata á pau!
Início com baixo e bateria, seguida de guitarras de peso, volta a levada sem guitarras, entra o vocal, entram as guitarras e SHAZAM! Eis uma música excelente, uma das minhas favoritas da carreira da banda! I Live for Your Pain é marcante, e é uma pena que seja pouco reconhecida ou comentada. Á seguir, a música que me introduziu ao metal (não me introduziu porra nenhuma, vai introduzir na sua mãe), We Damn the Night. Muito embora eu já tivesse contato com bandas como o Kiss, foi á partir dessa música que muitas portas se abriram para mim. A música? Segue a linha das já citadas All Over the Nations e Salvation. Bumbo duplo, refrão foda...
Immortal é a outra balada do álbum. Destaque para seu refrão interessante. Não é uma música ruim, longe disso. Mas passa um pouco batida perto de tantas músicas excelentes. The Dark Ride fecha o álbum, com uma introdução meio circense, excelentes riffs, partes mais melódicas... não dá pra descrever ela toda, são mais de oito minutos de uma faixa-título digna de fechar essa obra-prima. Eu poderia citar as faixas-bônus, como Deliver Us From Temptation ou The Madness of the Crowds, mas estou com preguiça. Então, você que se foda.
Resumindo: Músicos fodas, produção foda, músicas fodas... pena que a própria banda meio que renega esse álbum. Paciência!

Nota 10.