Algumas Considerações

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Inquisição


Bem, devo dizer que esta é uma das melhores bandas nacionais que ouvi.
Eles tem uma pegada meio "retrô", com uma sonoridade que pra mim me soou muito do Deep Purple na época do Perfect Strangers, principalmente no que se refere ao uso dos teclados nas bases instrumentais das músicas.
Inclusive devo dizer foi escolhida para abrir o show do Deep Purple no Rio de Janeiro quando eles vieram.
A banda não é nova, foi fundada em 1983, e estão ai até hoje ai.
O que me atraiu na banda é por fazer um bom Heavy Metal soando meio que uma continuidade de uma grande época para o Rock'n Roll, todo som da banda parece ser calcado no modo de composição dos musicos da decada de 70, ou seja, cru, nada de muitos efeitos de estúdio (nada contra, se bem usados), e nada daquela preocupação de demonstração de técnica (que se tornaram comum no estilo), o foco está melodia em si.

Posso citar várias músicas boas, na verdade gostei basntante de todas as músicas disponibilizadas no Myspace da banda, vou destacar Going Down the Abyss e Insane Warrior que tem um empolgante refrão, o qual eu já me peguei a cantar em vários momentos durante o dia.

Vale muito a pena. Altamente recomendado
O Myspace da banda é : http://www.myspace.com/inquisicao

Nox Eterna


O Nox Eterna é uma banda de Heavy Metal Clássico de Jundiaí, que conheci a pouco tempo pelo Myspace.
O que me atraiu mais na banda foi a boa e velha pegada do Metal Clássico.
Pelo que eu ouvi, a banda não tem a pretensão em demonstrar técnica apurada a esmo, erro cometido por muitos musicos exibicionistas, e frequente em muitas bandas de Metal Progressivo e Power Metal.
Uma música em especial me chamou a atenção, A Romantic Act of Tragedy, um belo exemplar de como deve ser um Heavy Metal, com melodia marcante e bom desenvolvimento instrumental.
Há passagens inspiradíssimas de guitarra.

O Myspace da banda é
http://www.myspace.com/noxeterna

Rising Cross


A Rising Cross é uma banda católica de Heavy Metal, formada e focada para levar a palavra de Deus.
O que me chamou muito a atenção, primeiro ser uma excelente banda de Heavy Metal, segundo por ser uma banda católica, geralmente bandas com essa proposta são evangélicas e se auto-denominam como parte de um controverso estilo chamado "White-Metal".

Bem, eu sou ateu, não vou ficar divagando sobre a proposta do grupo e não vejo com preconceito o som da banda considerando minhas convicções filosóficas

Apesar do Myspace da banda conter poucas músicas, e as que tem, são apenas trechos, o som dos caras me atraiu bastante. Em especial a música "Pentecost", que possui peso e texturas muito bem colocadas de teclado.

Independete de religião, se você é apreciador de um bom Heavy Metal, vale a pena ouvir.
Myspace da banda:
http://www.myspace.com/RisingSpace

sábado, 12 de julho de 2008

Along Came A Spider


Along Came A Spider

Músicas:

01. Prologue/I Know Where You Live - 4:22
02. Vengance is Mine - 4:26
03. Wake the Dead - 3:54
04. Catch Me if You Can - 3:16
05. (In Touch With) Your Feminine Side - 3:16
06. Wrapped in Silk - 4:17
07. Killed By Love - 3:35
08. I'm Hungry - 3:58
09. The One That Got Away - 3:22
10. Salvation - 4:36
11. I'm the Spider/Epilogue - 5:21

Resenha:
Alice Cooper, o que posso dizer desse cara ? Uma das figuras mais antigas do Rock'n Roll ainda na ativa. Desde a metade da década de 60 com o Spiders, o Napzz e finalmente em sua carreira solo em 1969, no lançamento do esquizofrênico disco Pretties of You até hoje, ele é pra mim, é uma das mais importantes e mais esquecidas figuras do Rock.
Along Came A Spider, lançado agora em julho de 2008, co-produzido por Greg Hamtpon e Danny Saber em Los Angeles, apesar de não ser lá uma "obra-prima", prova que esse senhor tem muito gás ainda, e está em melhor forma que muitas bandas por ai que começaram agora.
O disco é conceitual, e conta a historia de um assassino em série, auto-denominado Spider, e cada uma das músicas do disco seria uma carta dele a polícia.
Já na primeira música, Prologue/I Know Where You Live, ouvimos uma narração de uma reporter relatando ter encontrado um diário, em que o assassino em questão descrevia com detalhes seus assassinatos, e apartir daí, vemos Alice, com aquele seu bom e velho instinto assassino de sempre, construir uma interessante historia, desenvolvendo sempre suas historias sobre o ponto de vista do vilão.
Com um som típicamente mais moderno, Alice Cooper, sem deixar a sua velha capacidade de construir boas melodias como Catch Me if You Can, The One That Got Away e Wake the Dead, a TIA consegue mais uma vez listar mais um bom disco em sua quase interminável lista de bons discos.
Este novo play da TIA ainda conta com a participação de Ozzy Osbourne, mas não cantando desta vez (como foi feito em Hey Stoopid), mas sim tocando Harmônica, coisa que ele ja fazia muito bem desde os tempos áureos do Black Sabbath na música The Wizard.
E por falar em Ozzy Osbourne, muita coisa deste disco remete a sonoridade da carreira de Ozzy, quanto ao tipo de sonoridade, a sonoplastia dos timbres de guitarra, os efeitos de estúdio, o andamento melódico. Percebi isso em várias músicas ao decorrer do disco, Vengance is Mine, Wake the Dead (música em que Ozzy toca harmônica, e a melhor música do disco na minha opnião) e The One That Got Away, esta última muito similar a música I Don't Wanna Stop do disco Black Rain.
Outra grande participação no disco é a do guitarrista Slash, ex-Guns and Roses, atual Velvet Revolver, na já citada, Vengance is Mine, onde ele usa e abusa dos pedais Wah-Wah.
Algumas músicas, quando não remetem aos trabalhos de Ozzy, remetem aos trabalhos já feitos pelo proprio Alice. A balada Salvation por exemplo, é bem similar a música My God, do disco Lace and Whiskey, tanto no que se refere a temática, quanto na propria música, pelo uso de pianos e as orquestrações. Além dessa, temos outra balada no disco, Killed By Love, bem mais simples, remetendo mais ao disco The Last Temptation.
I'm Hungry, tem uma entrada de guitarra que lembra bastante a música It's My Body do disco Love it to Death.
Outras músicas que não posso deixar de citar é (In Touch With) Your Femine Side, com sua intro de guitarra lembrando muito a famosa Peter Gunn Theme, num estilo bem Z.Z. Top, e Wrapped in Sik, que a exemplo de I'm Hungry, tambem remete aos tempos do Love it to Death.
O encerramento do disco fica por conta de I'm the Spider/Epilogue, música de andamento arrastado, com um refrão grudento e que remete bastante na música The Devil's Food do clássico Welcome to My Nightmare.
Enfim, trata-se de um bom disco de Hard'n Heavy, não é uma obra prima, e nem considero melhor que os discos anteriores, mas é um bom disco, só esperava um pouco mais, quem sabe na proxima Alice ?

Nota 7


Baixe a música Wake Up the Dead pelo link abaixo:

http://rapidshare.com/files/129155584/03-wake_the_dead-qtxmp3.mp3.html

Qualquer problema com o link, deixe seu comentário aqui que eu resolvo o problema.

Caso você interesse pelo disco inteiro, deixe aqui seu comentário com seu e-mail e te mandarei o disco através de um link para o Rapidshare.


Notas do Blog:

Não é a intenção deste blog prejudicar o artista de nenhuma forma, este blog apenas visa a divulgação de seu trabalho. Portanto, se você baixar o disco e se interessar, comprometa-se a comprá-lo.

Não apenas para valorizar o trabalho do artista, mas pelo bem de sua própria audição. A qualidade do som no MP3 é bem inferior a de um disco de verdade.

Não sou cabeça dura, nem hipócrita... não vou dizer que o MP3 é um retrocesso total... porque atravez dele se conhece muita coisa...

MP3 é bom !
Retrocesso pra mim é ficar só no MP3... a experiência de ouvir uma musica onde todos os elementos estão todos bem nitidamente definidos é outra coisa.


Veja o Teaser deste disco:


sábado, 5 de julho de 2008

Piece of Mind

Piece of Mind

Músicas:
01.Where Eagles Dare - 6:10
02.Revelations - 6:48
03.Flight of Icarus - 3:50
04.Die With Your Boots on - 05:25
05.The Trooper - 4:11
06.Still Life - 4:41
07.Quest for Fire - 3:46
08.Sun and Steel - 3:26
09.To Tame a Land - 7:25

Resenha:

Disco da banda inglesa Iron Maiden, lançado em 1983, se configura entre um dos pontos mais altos da NWOBHM (New Wave of Britsh Heavy Metal) e um dos meus discos de cabeceira favoritos também, daqueles que eu levaria para uma praia deserta.
Este álbum marca a entrada de ninguém menos que o figuraça e baterista Nicko McBrain, substituindo Clive Burr, que ja mostra em Where Eagles Dare sua competência e capacidade técnica.
Este album marca tambem um crescimento técnico da banda em relação aos discos anteriores, e em algumas de suas características mais marcantes, na minha opnião sintetiza de forma bem explícita o tipo de composição e sonoridade que o Iron Maiden estava buscando e construindo naquele momento, a música To Tame a Land por exemplo é pra mim um divisor de águas na forma de composição de Steve Harris e até hoje a ele se foca em construir melodias neste estilo.
Não há como negar a importância deste disco para o desenvolvimento do Heavy Metal em geral, e mesmo sendo um disco agressivo, as formas mais melódicas de composição se encontram ali também, como por exemplo Flight of Icarus, música que pra mim pode ser consideradas uma das primeiras composições de Heavy Metal Melódico da historia, ou pelomenos muitos dos traços caracteristicos do estilo presentes na mesma, podendo ser classificada como um pré-Melódico (assim como muitas músicas do Accept e do proprio Black Sabbath tambem são).
Além da própria sonoridade típica que estava se desenvolvendo muito neste disco, as proprias letras estava tomando uma característica própria do Maiden, ou seja, se você quizer conhecer o Iron Maiden, este disco é o que tem mais a cara da banda sem dúvida, já na música de abertura, Where Eagles Dare, encontramos uma letra baseada num fato histórico, coisa que se tornaria mais pra frente a marca registrada da banda.
A letra desta, fala sobre uma missão de comonados aliados na segunda guerra, que tinham como objetivo destruir uma fortaleza nazista localizada no alto de uma montanha. Tais fortalezas eram conhecidas como "Eagles Nests", ou ninhos de águias em bom português, em virtude de um dos símbolos nazista ser a águia. Por isso o nome da música é Where Eagles Dare, "Onde as Águias ousam ir".
Musicalmente a faixa de abertura é fantástica (uma das melhores faixas de abertura da banda ao lado de Moonchild e Sign of the Cross), a entrada de bateria é excelente, e a forma que ela segue a melodia, de forma intensa e muito bem articulada, é singular, alias, tudo nesta música foi muito bem executado, indo das linhas vocais de Bruce, aos riffs de guitarra e as linhas de baixo que foram muito bem construidos, um verdadeiro clássico.
A faixa seguinte, Revelations, é uma das minhas favoritas em toda a carreira da banda.
A música inicia com uma abertura bem pesada e é seguida por interessantes riffs pausados que acompanham uma construção melódica fantástica, onde é cantada uma oração inglesa de G.K. Chersterton.
Depois desta abertura a música entra num dos momentos mais incríveis e inspirados do disco, a melodia de guitarra segue um dedilhado bem melódico e doce, assim como a melodia feita pelo baixo de Steve Harris. O maior mérito porém vai mesmo para o Bruce Dickinson, que além de ser o compositor desta música fantástica, foi o responsavel por dar a ela uma das suas melhores performace vocais representativas que já ouvi.
A terceira música, Flight of Icarus é uma das mais conhecidas do disco, uma canção baseada na mitologia do voô de Icaro, e assim como na anterior, o grande destaque é Bruce Dickinson, que se mostra igualmente impecável, cantando de forma sublime um dos refrões mais bem construidos da banda.
A quarta música, Die With Your Boots On, se configura entre uma das mais aceleradas do disco. Possui também uma das instrumentais mais legais do play, principalmente no que se refere as guitarras, qualidade indo na boa timbragem dos instrumentos, aos proprios duetos nos solos desta música.
Esta música é também um pouco diferente do tipo de composição usualmente adotada da banda, é mais festiva, tem uma melodia mais descontraída, uma letra típicamente sarcástica e um andamento que vai bem de encontro a um Hard Rock, sem deixar de ter as características típicas do Heavy Metal, esses mesmos elementos se repetiriam mais tarde no injustiçado disco No Prayer for the Dying, principalmente em Holy Smoke.
The Trooper é a faixa que segue esta, não nem muito o que comentar dela, é uma das faixas mais conhecidas de toda carreira do Iron Maiden.
Com uma letra baseada na Guerra da Crimeia, esta é uma das musicas mais simples do disco, não que seja um ponto negativo, os riffs são muito bons e as linhas de baixo são fantásticas, assim como a performace de Bruce Dickinson.
O clima sombrio toma conta da banda, e na sexta faixa, Still Life, vemos uma construção diferente de quase tudo que acostumamos ver em uma banda como o Iron Maiden.
Devo dizer que esta ja foi por muito tempo a minha faixa favorita do disco, o impacto dela vem logo na introdução de guitarra, que é uma das mais bonitas que ja ouvi, assim como as linhas de baixo que o acompanha. Isso sem falar na melodia que é fenomenal, alem do desenvolvimento da mesma, o que faz dela música totalmente refinada e de muito bom gosto.
A sétima faixa, Quest for Fire, é a mais curiosa pra mim, muita gente diz não gostar dela, e eu ainda não entendi o porquê. Qual é ? A música é legal pra caralho, os riffs são bons, as linhas de baixo excelente, a melodia envolvente, o refrão bem fixador, e a performace de Bruce Dickinson (mais uma vez) explêndida.
Gosto mais dela do que de The Trooper e Flight of Icarus ! Pronto, falei !!
A música seguinte, Sun and Steel, pra mim é a mais fraquinha do disco, mas mesmo assim é boa, devo dizer que esta é a musica mais acelerada que você ira encontrar, e que tambem tem uma pegada bem Hardcore. Os riffs cavalgantes lembram bastante The Trooper e o refrão é bem melódico, enfim, uma música bem ao estilo Prowler.
Rufem os tambores, agora vem To Tame a Land, a música de encerramento e a grande e melhor surpresa do disco na minha opnião.
Sua forma de composição foi claramente uma influência ao estilo de composição do grupo, ficando evidente seus elementos em outras canções posteriores, tal como Seventh Son of a Seventh Son, bem explorada no disco X-Factor, chegando até nas mais atuais como For the Greater Good of God. Pra mim, a melhor música do disco, e uma das melhores e mais inspiradas músicas de todo Heavy Metal.
Suas qualidadesa começam pela letra, baseada na interessantíssima novela de ficção científica, Dune, de Frank Herbert, e chegam na música propriamente dita, na qual encontramos logo de cara uma entrada de guitarra fantástica, onde toca-se um dos temas mais bonitos e sombrios compostos pela banda.
O acompanhamento do baixo e da bateria se tornam bem intenso ao decorrer de toda música formando com isso, uma das cozinhas mais caprichadas e pesadas feita pela banda.
A melodia cantada toma um tom mais acelerado, onde há momentos mais declamados fantásticos, acompanhadas de variações melódicas muito bem construidas, se focando bastante na climatização torando-a assim um verdadeiro clássico, obrigatório para quem gosta de boa música, independente da pessoa gostar ou não de Heavy Metal.
Nota 10.

Baixe a música Where Eagles Dare pelo link abaixo:

http://rapidshare.com/files/127319917/01_-_Where_Eagles_Dare.mp3.html

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domingo, 18 de maio de 2008

Alcohol Fueled Brewtality Live

Alcohol Fueled Brewtality

Músicas:

CD1:
01.Intro/Low Down – 5:23
02.13 Years of Grief – 4:08
03.Stronger Than Death – 5:02
04.All For You - 3:56
05.Superterrorizer – 5:19
06.Phoney Smiles & Fake Hellos – 4:33
07.Lost My Better Half – 4:44
08.Bored to Tears – 4:07
05.A.N.D.R.O.T.A.Z. – 4:26
06.Born to Booze – 4:42
07.World of Trouble – 5:59
08.No More Tears – 9:14
09.The Beginning... At Last – 6:05
CD2:
01.Heart Of Gold– 3:14
02.Snowblind – 6:59
03."Like A Bird – 4:36
04.Blood In The Wall – 4:44
05.The Beginning... At Last (Acoustic) – 4:31

Resenha:
Alcohol Fueled Brewtality, é um disco ao vivo, e duplo da banda Black Label Society, lançado em 2001.
Trata-se de um disco que reflete bem a performace impecavel da banda, e principalmente o bom domínio que Zakk Wylde tem sob seu instrumento.
Da primeira a última música encontramos tudo o que um metaleiro gosta de ouvir (metaleiro mesmo, falar headbanguer é coisa de fresco), ou seja, bons solos de guitarras, e principalmente, ótimos e pesadíssimos riffs de guitarra.
O unico defeito do disco, pra mim, talvez seja as músicas que soaram muito parecidas uma com as outras, deixando o disco um pouco monótono demais, e até a performace excelente de Zakk, a grande estrela da banda, chega a soar enjoativa varios momentos.
Os grandes destaques do disco para mim são 13 Years of Grief, a intrumental A.N.D.R.O.T.A.Z e o cover do Ozzy Osbourne, No More Tears.
Por mais que todas as músicas sejam excelentes, não consigo dar uma nota maior que esta: 7,5

Contra-Capa:




Baixe a música A.N.D.R.O.T.A.Z pelo link abaixo:
http://rapidshare.com/files/115831976/09-black_label_society-a.n.d.r.o.t.a.z.mp3.html

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domingo, 11 de maio de 2008

The Legend And the Truth

The Legend And the Truth

Músicas:
01. The Legend And The Truth
02. Dust Of History
03. First Blood
04. Dead Man Walkin'
05. Rawhide
06. Tombstone
07. Hellbilly Square
08. March To Destiny
09. OK Corral
10. Shootout
11. Look Into The Barrel Of My Gun
12. Earp's Vendetta
13. Friends Til The End
14. Echoes Of Eternity
15. Alex

Resenha:

Esta resenha foi escrita por Eddie Rodrigues

Nos dias de hoje é comum ouvir apreciadores de metal que dizem que o estilo está carecendo de criatividade. Muitos reclamam do que surge de novo (afinal, inovação nem sempre é sinônimo de qualidade), culpando por experimentalismos excessivos ou por mexer com fórmulas desgastadas ou pouco atrativas.
Então o que dizer de uma banda que mistura um bom heavy metal com temas de westerns americanos? Pois bem, se a curiosidade bateu, esteja apresentado ao Dezperadoz.
O primeiro álbum da banda foi lançado em 1999 (a banda na época se chamava Desperados, mas mudou o nome para Dezperadoz porque o primeiro era muito comum), chamado "The Dawn of Dying". Na época, o posto de vocalista principal era ocupado por Tom Angelripper (Sodom). No entando, sete anos se passaram até que a banda voltasse á dar as caras. Com Tom fora e Alex Kraft (guitarrista e principal compositor, também cantou um pouco no primeiro álbum) assumindo os vocais, a banda lançou então "The Legend and the Truth", o motivo desta resenha.
O primeiro diferencial deste álbum é o fato de ele ser um álbum conceitual. Não é o primeiro, nem será o último, mas ele tem aquilo que um álbum conceitual mais precisa: coesão. Contando a história de Wyatt Earp, uma das maiores lendas do velho oeste, o álbum abre com o tema instrumental "The Legend and the Truth". Inspirado em Ennio Morricone, Kraft compôs um abertura incrível, que dá espaço para a pesada Dust of History. Guitarras no talo e uma melodia vocal soberba, que dá lugar para outra obra sensacional, First Blood. Iniciada com um belo dedilhado de violão e dando espaço pro peso, seguido de um refrão espetacular, ela começa também com a voz do pai de Wyatt Earp, interpretado neste álbum por Michael Weikath (Helloween). Já vale citar que artistas como Tobias Sammet (Edguy), Joacin Cans (Hammerfall) Doro Pesch (ex-Warlock), entre outros, participam deste álbum com narrações, interpretando os personagens da história.
Deadman Wakin' é a balada que se segue, uma das melhores de todo o álbum. Melodia sensacional, daquelas que dá vontade de ouvir várias e várias vezes. Dando sequência ao álbum, uma versão de Rawride (música tradicional americana), seguida do instrumental de violão Tombstone. Hellbily Square vem pra quebrar o gelo, com seu ritmo quase dançante. Se até hoje ninguém havia feito um "Country Metal", o Dezperadoz fez muito bem.
March to Destiny é possuidora de um dos melhores refrãos da carreira do Dezperadoz, numa música cativante, que dá lugar á Ok Corral. Esta retrata aquele que talvez seja o tiroteio mais famoso da história do velho oeste americano. Muito peso e um ritmo contagiante. Nesse ponto o álbum começa á ficar mais sério. Após a curta instrumental Shootout (tiros e mais tiros de fundo), Look Into the Barrel of My Gun dá o ar da graça. Uma música curta, mas pesada. Arrastada, mas não lenta. Sensacional, assim como uma das mais pesadas do álbum, Earp's Vendetta. Com seu riff arrastado e refrão genial, ela dá lugar para a interessante Friends Till The End. Nesse ponto, a história se encerra. Em seguida, vem o apoteótico instrumental Echoes Of Eternity, e pra finalizar o curto instrumental Alex.

Saldo Final
Muitos vão achar exagerada a nota que darei para esse álbum, mas deixando o lado crítico de lado e analisando com meu gosto pessoal e coração, esse é (na MINHA opinião) o melhor álbum lançado desde 1992 (ano do meu álbum favorito, The Crimson Idol). Está muito bem posicionado no meu top 5 e pode ser considerado um marco em minha vida como apreciador de metal. Não consigo dar uma nota mais baixa que essa.

Nota: 10

sábado, 10 de maio de 2008

Wheels of Steel

Wheels of Steel

Músicas:
01.Motorcycle Man – 3:56
02.Stand Up And Be Counted – 3:09
03.747 (Strangers In The Night) – 4:58
04.Wheels Of Steel – 5:58
05.Freeway Mad – 2:41
06.See The Light Shining – 4:55
07.Street Fighting Gang – 3:12
08.Suzie Hold On – 4:34
09.Machine Gun – 5:23

Resenha:
Wheels of Steel é o segundo disco do Saxon, lançado em 1980, no começo da NWOBHM, movimento de popularização do Heavy Metal, encabeçada pelo Iron Maiden, mas muito bem representada também pelos ingleses de Yorkshire.
E este disco traz talvez uma das sonoridades mais pesadas da época, fazendo uma fusão de Hard Rock e Heavy Metal (Hard'n Heavy).
O play já começa com uma pesadíssima faixa, Motorcycle Man, introduzida por som de motocicletas correndo, e trabalhada num rítmo acelerado, com ótimos trabalhos de guitarras e respeitáveis linhas vocais de Biff Byford.
Em seguida, está Stand Up and Be Counted com uma melodia menos Heavy e mais focada no Hard Rock mesmo.
747 (Strangers in the Night) é uma das boas surpresas do disco, a música tem um andamento bem mais suave que as músicas anteriores, uma melodia bastante envolvente, e belíssimos riffs de guitarra; concerteza um dos maiores destaques do disco.
Wheels of Steel segue mais ou menos a mesma linha que a segunda faixa do disco, tomando como foco, harmonias típicas do Hard Rock.
O peso volta com tudo em Freeway Mad, com uma ótima introdução de bateria e marcada por furiosos riffs Hard'n Heavy, com direito a sons de sirenes e um agressivo solo de guitarra que finaliza a música, até agora a mais pesada do disco. See the Lighting Shining e Street Fighting Gang mantém o peso da faixa anterior.
A oitava, Suzie Hold On tem uma introdução de baixo muito boa, acompanhada por uma intensa condução dos pratos, seguida por um tom mais suave, e com uma ótima performace de Pete Gills, demonstrando nesta, ser um dos bateristas mais agressivos e versáteis do movimento.
Machine Gun fecha o disco de forma interessante, com boas linhas de guitarra, evoluindo no Hard'n Heavy e mantendo a mesma energia presente em todo o disco.

Baixe a música 747 (Strangers in the Night) pelo link abaixo:

http://rapidshare.com/files/114004736/Saxon_-__Wheels_Of_Steel__-_03_-_747_Strangers_In_The_Night.mp3.html

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terça-feira, 6 de maio de 2008

The X-Factor

The X-Factor

Músicas:
01.Sign of the Cross – 11:17
02.Lord of the Flies – 5:03
03.Man on the Edge – 4:13
04.Fortunes of War – 7:23
05.Look for the Truth – 5:10
06.The Aftermath – 6:20
07.Judgement of Heaven – 5:12
08.Blood on the World's Hands – 5:57
09 The Edge of Darkness – 6:39
10.2 A.M. – 5:37
11.The Unbeliever – 8:10

Resenha:
O enigmático disco, The X-Factor, é o décimo album de estúdido do Iron Maiden, lançado em 1995, e o primeiro com o vocalista Blaze Bayley, ex-Wolfsbante, substituindo Bruce Dickinson, que deixou a banda para se focar em sua carreira solo.
A recepção do disco pelos próprios fans da banda foi muito negativa, talvez até mais negativa que a recepção que o No Prayer for the Dying teve, já que Bruce, um dos membros mais cultuados pelos fans, saiu dando a lugar a um inglês desconhecido, que nada tinha de similar com sua voz.
Soma-se isso ao certo experimentalismo adotado no disco, que definitivamente não se assemelhava a nenhum outro disco lançado pela banda.
Trata-se de um disco sombrio e ao mesmo tempo suave, melancolico, e silencioso em sua maior parte. Nada daquelas extensões vocais incriveis, muito fora da proposta estridente de outros discos mais convencionais da banda.
Não era apenas Blaze que deveria se adequar ao estilo do Maiden, reciproca tambem foi verdadeira, o disco por incrivel que pareça se encaixou perfeitamente no tipo de voz grave de Blaze Bayley, e digo mais, talvez se fosse o Bruce cantando este disco, ele não teria o mesmo brilho.
O disco é extremamente maduro em quase todos os aspectos, e suas características foram levadas adiante até os albuns mais atuais. Não há como negar que musicas como Face in the Sand, Age of Innocence, e For the Greater Good of God dos discos mais atuais carregam em si uma herança muito forte do X-Factor, este play completamente redefiniu a forma de compor da banda.
As letras estão sublimes, exaltam uma temática pessimista em relação ao homem, sobre a guerra e suas consequências e sobre a religião, alem de refletir a solidão, o desespero, falando mais sobre temas que revelavam o estado de espírito dos próprios compositores.
Steve Harris cogitava terminar as atividades da banda nesta época, estava se divorciando, e passava por diversos problemas pessoais. No entanto, decidiu passar por cima de tudo aquilo e, com o apoio de seu velho companheiro Dave Murray, começou a reconstrução do Maiden com o mesmo afinco de alguém em início de carreira, e isso tudo de alguma forma se refletiu na temática do disco e em toda sua construção melódica sombria.
Inusitadamente o disco já começa com um épico de 11 minutos, Sign of the Cross, diferente de todas as músicas de abertura que a banda já fez. A música inicia com um coro de cantos gregorianos e segue num ritmo lento e cadenciado, apresentando em seu decorrer várias mudanças de atmosferas e incríveis quebras de ritmo, em uma construção melódica muito forte, e uma harmonia instrumental fascinante.
A letra fala sobre a Santa Inquisição, movimento político da igreja católica que durante a idade média, já havia liderado cruzadas e justificava em nome da purificação do espirito, o assassinato de diversas pessoas, considerada hereges como hereges ou pagãs, pelo fogo.
O refrão é baseado no livro O Nome da Rosa de Humberto Eco, que apesar de não se focar na filosofia do Santo Oficio, refletia como a igreja usava esta desculpa para matar pessoas influentes que pudessem afetar sua posição.
Lord of the Flies, baseada no romance de mesmo nome de William Golding, é uma típica música Hard Rock, com ótimos riffs, um belíssimo solo e um vocal muito bem encaixado de Bayley.
A musica seguinte, Man on the Edge, é um dos maiores destaque do disco, mais acelerada, com uma performace vocal incrivel de Blaze e um ótimo trabalho com as guitarras.
A letra é baseada no filme Falling Down, Um Dia de Fúria no Brasil, com Michael Douglas.
A melancolia e o tom obscuro retornam com tudo em Fortunes of War, a musica com uma das introduções mais bonitas já feita pela banda, com um trabalho de baixo fantástico e uma construção melódica muito suave, que evoluem de uma forma fantástica.
A letra fala sobre guerra, tema que não é novidade nenhuma dentro do universo do Iron Maiden, porem, nesta a banda da um toque mais humano e menos documental como em Where Eagles Dare, The Trooper ou Aces High, focando nas consequências psicológicas do pós-guerra.
Uma música fantástica que merece estar entre os classicos da banda.
Na mesma linha que anterior temos Look For the Truth, igualmente com introdução belíssima, e a envolvente The Aftermath, com seu tom único de lamento harmonioso e belo, a música já provou soar maravilhosamente bem ao vivo, executada na turnê da X-Factour em 1996, e a magnifica Judgment of Heaven, que apresenta talvez um dos mais belos duetos de guitarra da banda, outro grande destaque do disco, e um dos pontos mais altos do disco.
Blood On The World’s Hands é uma das minhas músicas favoritas do Iron Maiden de todos os tempos. A começar pela incrivel introdução de baixo de Steve Harris, esbanjando muita técnica e domínio sobre o instrumento que empunha em suas mãos, me fazendo lembrar das incriveis execuções do saudoso Chris Squire do Yes.
A melodia segue em um tom agressivo e dramático, e o resultado é maravilhoso.
The Edge Of Darkness, retoma a já conhecida e agradavel melodia abatida presente em todo disco, um outro ponto fortíssimo do disco, porem, assim como Man On The Edge, traz em si, resquícios da sonoridade antiga da banda.
A letra é baseada no livro Heart of Darkness de Joseph Conrad, que também inspirou o filme Apocalypse Now, inclusive, uma parte da letra da musica é a reprodução da fala de Martin Sheen no filme.
2 A.M. é uma espécie de balada, muito bela, com um ótimo solo, e a exemplo de Fortunes of War, Look For the Truth, e The Aftermath possui uma belíssima introdução.
Ela se tornou uma das musicas mais odiadas pelos fans, mas eu simplismente acho ela fantástica, principalmente pela forte coerência entre a letra e a musica em si. A melodia lenta e arrastada se encaixa perfeitamente com a tematica depressiva da solidão, tratada na música.
A derradeira faixa, The Unbeliever, fecha o disco, e a exemplo da anterior, é outra música bastante odiada entre os fans da banda, que eu adoro.
Não entendo o porque do ódio a esta última, a música é otima, tem uma linha de baixo fantástica, uma passagem melódica excelente, uma intereção instrumental incrivel, mostrando um entrosamento fantástico e uma melodia nada convencional para os padrões do Iron Maiden.
Enfim, X-Factor é um trabalho de grande qualidade, dentro desse disco existem várias passagens instrumentais excepcionais e, inclusive, algumas boas linhas vocais.
Se o clima sombrio, melancólico e pessimista, associado a uma maior cadência e ‘lentidão’ nas músicas o afastam das características mais marcantes da banda, é fato também que justamente essas características o tornam único.

Baixe a música The Edge of Darkness pelo link abaixo:
http://rapidshare.com/files/112985228/09_-_The_Edge_Of_Darkness.mp3.html

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Caso você interesse pelo disco inteiro, deixe aqui seu comentário com seu e-mail e te mandarei o disco através de um link para o Rapidshare.

Notas do Blog:
Não é a intenção deste blog prejudicar o artista de nenhuma forma, este blog apenas visa a divulgação de seu trabalho. Portanto, se você baixar o disco e se interessar, comprometa-se a comprá-lo.
Não apenas para valorizar o trabalho do artista, mas pelo bem de sua própria audição. A qualidade do som no MP3 é bem inferior a de um disco de verdade.
Não sou cabeça dura, nem hipócrita... não vou dizer que o MP3 é um retrocesso total... porque atravez dele se conhece muita coisa...
MP3 é bom !Retrocesso pra mim é ficar só no MP3... a experiência de ouvir uma musica onde todos os elementos estão todos bem nitidamente definidos é outra coisa





domingo, 4 de maio de 2008

Heart of Killer

Heart of a Killer

Músicas:

01.Wages Of Sin
02.Blink of an Eye
03.Heart of a Killer
04.Horror Glances
05.The Silhouette
06.Reflections Within
07.Haunted House
08.Nightshade
09.Winters Bane
10.Cleansing Mother

Resenha:

Esta resenha foi escrita por Eddie Rodrigues
"Winters o quê? É aquela banda onde o Blaze cantava?"
Não, aquela era o Wolfsbane, mas esta também revelou um vocalista que fez (e ainda faz) fama.
Este foi o álbum de estréia da banda americana Winters Bane, banda que mostrou ao mundo pela primeira vez Tim "Ripper" Owens, antes deste ser chamado para ocupar o lugar de Halford no Judas Priest. Sendo um álbum conceitual, este álbum conta a história do juiz Cohagen, que sentenciou um homem a morte e logo depois recebeu o coração do mesmo em um transplante. Porém, como se tivesse sido dominado pelo coração do assassino, ele mata a própia esposa e também é condenado a morte. Musicalmente o álbum é heavy puro, com interpretações emocionais de Tim Owens e guitarras velozes durante quase todo o álbum.
Wages of Sin abre o álbum. Ela tem um começo lento, daqueles que você simplesmente não sabe o que vem depois, mas em seguida a música ganha velocidade, após a entrada de riffs rápidos que caíram como uma luva para emendar as partes da música. Um refrão bem interessante e um Tim Owens contido em cantá-lo marcam a música.
Blink of An Eye é outra que possui riffs pesados, só que nessa música Tim Owens mostra mais seu potencial, e esta música é mais quebrada e intrincada do que sua antecessora, mas que mantém um refrão direto, sendo este a melhor parte da música. A próxima, Heart of a Killer soa como uma das melhores de todo o álbum e possui um riff introdutório marcante. Essa música mostra como o Winters Bane conseguia ser moderno em pleno início dos anos 90 logo em sua estréia. Se esse álbum fosse regravado hoje dificilmente alguém que não o conhecesse diria que ele foi composto no início da década de 90.
Horror Glances vem em seguida, com uma palhetada rápida e tem um bom trabalho na bateria, como o álbum num geral. Outra música intrincada, mas sem soar como masturbação musical, o que é importante, e com trechos onde a velocidade reaparece. O refrão é outro destaque. Mas nada que chegue perto da melhor música do álbum: The Silhouette. O riff inicial cavalgado e certeiro abre a faixa (lembra a banda que Tim anos depois integraria por um tempo, Iced Earth). Provavelmente a mais rápida e pesada de todo o álbum. Essa é bem mais direta que a maioria das músicas anteiores e tem um refrão simplesmente sensacional. Uma perfórmance comedida de Owens é algo que ajudou a música á não se tornar algo maçante.
Reflection Within começa sensacional. Intruduzida por um belíssimo piano, mostra o Juiz Cohagen sendo condenado pelo assassinato de sua esposa. A música é outra com palhetadas rápidas com trechos cavalgados. Nessa música o teclado tem uma participação importante. Haunted House é outra música interessante, mas aí o álbum já começa á se repetir um pouco. Tudo bem, repetir o que é bom não chega á ser um problema, mas você sente um pouco de falta de músicas que quebram um pouco o padrão, como The Silhouette ou Reflections Within.
Nightshade começa com um belo dedilhado, e o teclado, embora simples, está bem arranjado. Isso até entrar o riff, com uma música com Tim Owens dando muitos agudos em uma música com uma levada mais arrastada. Um bom refrão, mas Tim Owens exagerou um pouco nessa música. Entretanto, sendo a próxima um instrumental, isso não acontece. Winters Bane é um instrumental realmente MUITO bom, não deve em nada para instrumentais de muitas bandas por aí. Na sequência, vêm a faixa de encerramento, Cleasing Mother, com um riff introdutório que me lembrou Black Sabbath, bem stoner, emendando com uma parte rápida. Essa música não tem muito destaque, não dá pra dizer que fecha o track-list tão bem assim.

Saldo final
Embora não seja aquele álbum onde você ouve tudo e diz que o álbum é fantástico, possui algumas música smuito marcantes, principalmente a tão elogiada nesta resenha, The Silhouette. Não acompanho a banda, e não conheço nada do que a banda lançou depois deste álbum (até o momento em que escrevo essa resenha, só ouvi comentarem que Tim Owens voltaria para a banda, ou no mínimo gravaria com eles a segunda parte deste álbum. Só não sei que história ele terá). Um bom álbum de metal, muito melhor de se ouvir do que muita porcaria consagrada por pseudo-críticos.

Nota: 8,0

Sabbath Bloody Sabbath

Sabbath Bloody Sabbath

Músicas:

1.Sabbath Bloody Sabbath - 5:45
2.A National Acrobat - 6:13
3.Fluff - 4:09
4.Sabbra Cadabra - 5:57
5.Killing Yourself to Live - 5:41
6.Who are You? - 4:10
7.Looking for Today - 5:01
8.Spiral Architect - 5:31

Resenha:
Este pra mim o disco mais refinado da carreira do Black Sabbath e talvez o melhor disco do estilo. Lançado em 1973, o Black Sabbath se mostra no auge do experimentalismo, com toques de Rock Progressivo, misturados a um Hard Rock Setentista vigoroso, uma verdadeira aula de bom gosto.
E não é para menos que eu adore esse album, ele mistura 2 estilos que eu simplismente adoro, alias, os 2 estilos de musica que mais gosto.
As composições estão mais melodicas do que nos outros álbuns, e também muito mais elaboradas, com inúmeros detalhes.
Os caras se mostraram mais inspirados do que nunca. O disco foge totalmente do convencional, gravado num Castelo, e de madrugada, as guitarras estão com uma afinação mais baixa que o normal, e é contrabalanceada com orgãos, gaita de foles, instrumentos acusticos, violinos, violas, pianos, melotrons, citaras o tempo todo.
Músicas totalmente rítmicas, por vezes lembrando um Blues, com vigorosas suítes instrumentais proporcionadas, dotadas de rara pegada e senso melódico e harmônico e ainda belíssimas passagens instrumentais como Fluff com atmosferas muito bem feitas, e a participação de ninguem menos que Rick Wakeman (sob pseudonimo de Spock Wall).
As letras, como de costume, abordam muito uma tematica ocultista, e em uma linguagem metafófica, algumas vezes misturadas a temas historicos e ligadas com uma espécie de conceito. Algumas letras como Looking for Today fazem referências políticas a Russia.
Drogas é outro tema bastante presente no album. Porém, diferente de musicas como Sweet Leaf (Erva Doce) do Master of Reality a banda dessa vez apresenta um carater assustador as drogas. Sabbath Bloody Sabbath, é uma musica assustadora. As alucinações deixam de ser doces, ou engraçadas (como mostradas em Faires Wear Boots no disco Paranoid), e passam a ser diabólicas, violentas, introspectivas e pertubadoras.
A capa foi desenhada por Drew Struzan, um famoso desenhista de "cartazes de filmes" (Harry Potter, Rambo, E.T., e De Volta para o Futuro) ...
O Desenhista famoso, usa pouco contranste na capa do disco e onde mostra uma pessoa sendo "atacada" por demônios em sua cama. Uma capa alegórica e extremamente expressionista.
O disco inteiro, desde as letras, a capa e principalmente as músicas é incrível. Vale a pena em todos os sentidos.

Nota 11.

Baixe a música Spiral Architect pelo link abaixo:

http://rapidshare.com/files/112500559/08_Spiral_Architect.mp3.html


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Caso você interesse pelo disco inteiro, deixe aqui seu comentário com seu e-mail e te mandarei o disco através de um link para o Rapidshare.


Notas do Blog:

Não é a intenção deste blog prejudicar o artista de nenhuma forma, este blog apenas visa a divulgação de seu trabalho. Portanto, se você baixar o disco e se interessar, comprometa-se a comprá-lo.

Não apenas para valorizar o trabalho do artista, mas pelo bem de sua própria audição. A qualidade do som no MP3 é bem inferior a de um disco de verdade.

Não sou cabeça dura, nem hipócrita... não vou dizer que o MP3 é um retrocesso total... porque atravez dele se conhece muita coisa...

MP3 é bom !
Retrocesso pra mim é ficar só no MP3... a experiência de ouvir uma musica onde todos os elementos estão todos bem nitidamente definidos é outra coisa

1919 - Eternal

1919 - Eternal

Músicas:
01.Bleed for Me - 5:31
02.Lords of Destruction - 5:11
03.Demise of Sanity - 3:23
04.Life, Birth, Blood, Doom - 4:21
05.Bridge to Cross - 5:49
06.Battering Ram - 2:22
07.Speedball - 0:58
08.Graveyard Disciples - 3:20
09.Genocide Junkies - 5:53
10.Lost Heaven - 4:24
11.Refuse to Bow Down - 4:53
12.Mass Murder Machine - 5:47
13.Berserkers - 5:06
14.America the Beatiful - 3:17


Resenha:

Esta resenha foi escrita por Eddie Rodrigues
Recentemente, enquanto trabalhava em uma loja de instrumentos, áudio e vídeo e CD's, adquiri novos álbuns para minha coleção de álbuns originais... que aliás nem é tão grande. Nem um décimo do que eu tenho no computador, mas enfim...
Enquanto pensava no que comprar, decidi: "1919 Eternal, do Black Label Society". Tudo bem que eu ache que Zakk Wylde tem se tornado repetitivo, que a grande maioria de seus riffs não marquem e que sua voz é meio chata, mas tudo bem. Esse álbum vale á pena.
Daí você pergunta: "Vai falar sobre essa porra aí ou não?" Vamos lá.
O álbum abre com a melhor música, talvez uma das melhores da carreira do Black Label Society: Bleed For Me. Um solo não muito inspirado, mas um riff muito bom que conduz a música e faz você "banguear" de verdade. E é daquelas que dá vontade de cantar junto. Ponto para o guitarrista do Madman que parece o Thor de barba.
Em seguida, vem Lords of Destruction. Não que a música seja ruim, mas além do refrão ser cansativo de doer as bolas, ela tem aquele começo arrastado e com gemidinhos que Zakk Wylde adora fazer, além de efeitos na voz. Aliás, efeito na voz é o que ele mais tem usado ultimamente, vide o horroroso Shot to Hell. Mas isso é papo pra outra resenha. Basta saber que são mais de 5 minutos de uma música cansativa.
A terceira faixa, Demise of Sanity, é outra que me fez pensar "Valeu á pena comprar esse álbum". Uma levada meio Hard Rock, mas com uma guitarra obviamente mais pesada. E uma perfórmance vocal de Zakk que faz você pensar: "Por que ele não canta sempre assim". Melhor, só no Book of Shadows, onde ele cantou como nunca.
Life, Birth, Blood, Doom... um título longo para 4 minutos de chatisse. Quando eu penso que o álbum vai engrenar ele cai. Mas o refrão se salva. Se salva como a balada á seguir, Bridge to Cross. Não chega nem perto das baladas que Zakk compôs na época do já citado Book of Shadows, mas é uma música legal.
Mais á frente vem a rápida e pesada Battering Ram, outra que faz o álbum valer a pena. Uma das melhores do álbum, seguida de um solo de violão, a faixa Speedball. Se você que ouvia esse álbum não notou nada de especial na técnica de Zakk Wylde, vai notar exatamente nesse instrumental curto. Se mesmo assim não notar, se mate.
Graveyard Disciples é outra música com aquela levada tipicamente arrastada que Zakk Wylde adora, influência direta de bandas que ele até hoje elogia, como Alice In Chains. Mas não é uma música ruim, muito pelo contrário. O álbum se mantém interessante. Destaque para o solo.
Genocide Junkies é uma música com uma levada totalmente Black Sabbath, outra influência direta de Zakk. Tudo bem que o comecinho dela é um porre (o que esse cara tem na cabeça que adora começar músicas com microfonias, gemidos, efeitos e essas porras, hein?). Uma das melhores do álbum inteiro. Recomendadíssima.
My Lost Heaven poderia figurar facilmente no álbum Hangover Music Volume VI. Não acrescenta nada ao álbum. A faixa seguinte, Refuse to Bow Down possui riffs bem pesados, mas novamente aquela levada arrastada que caracteriza boa parte das composições de Zakk. Não é ruim, mas...
Novamente parece que Zakk bebeu da fonte de Tony Iommi e cia. Mass Murder Machine é totalmente Black Sabbath anos 70. Tudo bem que essa música nunca figuraria em um Sabbath Bloody Sabbath se tocada pela pioneira do metal, mas o estilo de composição é o mesmo. A música só peca por ser um tanto longa.
Á seguir, Berserkers aparece com uma introdução interessante de baixo e riffs arrastados, mas muito mais agradáveis que muitos riffs do álbum. O vocal estraga um pouco, mas a música vale á pena. Pra encerrar o álbum, a intrumental America the Beautiful vem para dar uma relaxada. Ao ouvir esse som, penso: "Valeu á pena comprar esse álbum". Só essa bela instrumental valeria o álbum todo.
Se não fossem as oscilações, este álbum poderia ganhar uma nota mais alta, mas Zakk Wylde ainda me soa repetitivo demais. Resumindo: Se achar á um bom preço, compre. Vale o investimento.

Nota 8,0.

sábado, 3 de maio de 2008

The Crimson Idol

The Crimson Idol

Músicas:

01.The Titanic Overture – 3:23
02.The Invisible Boy – 4:04
03.Arena of Pleasure – 4:06
04.Chainsaw Charlie (Murders in the New Morgue) – 7:36
05.The Gypsy Meets the Boy – 4:08
06.Doctor Rockter – 3:43
07.I Am One – 4:27
08.The Idol – 5:20
09.Hold on to my Heart – 4:14
10.The Great Misconceptions of Me – 9:29

Resenha :

Esta resenha foi escrita por Eddie Rodrigues
Eis aí um álbum que merecia mais destaque na história do metal. Nunca escondi de ninguém que esse é meu álbum favorito de metal, mesmo o W.A.S.P. não sendo minha banda favorita. Conta a história de Johnaton, um garoto que se torna um astro do rock mas vai ao fundo do poço por causa de drogas, falsas amizades e seus dramas existenciais. Vamos á ele:
The Titanic Overture
A abertura do álbum, com passagens acústicas intercaladas com trechos plugados, uma boa abertura pro que viria á seguir
The Invisible Boy
Conta o sentimento do personagem quanto á sua própria existência. Esquecido pela família, se sentia como um garoto invisível. Musicalmente a música tem peso e assim como na maioria do álbum, a bateria é destruidora, uma verdadeira aula. A ponte pro refrão é ótima.
Arena of Pleasure
Provavelmente a música mais pesada do álbum. Riffs agressivos e dona de uma energia sem igual. Fala de quando o garoto monta sua banda e toca no lugar onde as bandas locais se apresentavam pra tentar um lugar ao sol.
Chainsaw Charlie (Murders in the New Morgue)
Talvez a favorita da maioria dos fãs (desse álbum), tanto que até hoje é tocada ao vivo. Uma música que, embora longa, tem vários trechos diferentes e não é cansativa, além de ter um refrão fenomenal. A letra fala de quando o empresário Charlie assina um contrato com Johnaton. Na realidade, ela era uma alusão á um dos chefões da gravadora do W.A.S.P. na época e a letra era uma forma indireta de chamá-lo de filho da puta. Não é a toa que a banda foi demitida da gravadora depois disso.
The Gypsy Meets the Boy
Johnaton estava feliz da vida com o sucesso que se avizinhava, mas foi alertado por uma cigana "Cuidado com o que você deseja, pode se tornar realidade". Lhe dá então uma carta de tarot, a "King of Mercy", que lhe acompanha pelo resto da vida. Uma balada curta, mas eficaz, com trechos que se repetem em outras músicas do álbum, criando uma conexão entre as músicas para tornar a história mais coesa
Doctor Rockter
A música tem o nome do personagem responsável por Johanton se tornar um viciado em drogas, fornecendo cocaína e afins para o recém chegado ao mundo business e um dos responsáveis por sua ruina. Outra música de refrão grudento e bem energética, como a que vem á seguir.
I Am One
Sinceramente, poucas vezes na minha vida eu vi uma música com uma bateria tão sensacional como essa. Ela começa com Johnaton cumprimentando os públicos das cidades onde ele passava, como Chicago, São Francisco e até Rio de Janeiro. Junto com Arena of Pleasure, é a música mais porrada do álbum, outra com um ótimo refrão.
The Idol
Á partir daí o álbum fica mais melancólico. A música começa com um dialogo em uma das festinhas na casa de Johnaton, onde o manager da banda chega e acaba com aquela putaria, ameaçando de o deixar se ele continuasse com aquela vida, dizendo coisas como "Você tem os melhores amigos que o dinheiro pode comprar". Em seguida ele liga pra sua mãe para desabafar e recebe a resposta "Eu não tenho mais filho". A música é talvez a mais melancólica da carreira do W.A.S.P. junto com "What I'll Never Find". Uma balada sensacional, rivalizada por...
Hold On To My Heart
... a música que eu quero que toquem no meu enterro. Outra balada, digna de nota e que todo mundo deveria ouvir pelo menos uma vez na vida. Procurem o clip dessa música no Youtube, eu particularmente acho sensacional.
The Great Misconceptions of Me
O final da história, onde Johnaton se despede de todos e se suicida com as cordas da guitarra em pleno palco. Musicalmente a música passa por trechos de outras músicas do álbum, além de possuir partes próprias. Um verdadeiro épico, que fecha o álbum de forma emocionante.
Eu confesso que demorei á gostar desse cd. No começo achava que ele tinha violão demais, ainda mais porque ouvi ele na sequência do The Last Command, que é um álbum bem mais "pra cima", mais hard. Depois que eu parei pra prestar atenção é que eu vi como cada coisa se encaixa e como esse álbum é perfeito. Muitos fãs do W.A.S.P. não gostam, preferem a fase mais festeira dos primeiros álbuns ou de álbuns como Helldorado, mas pra mim esse álbum é uma obra-prima.

Nota: 10

quinta-feira, 1 de maio de 2008

The Glorious Burden

The Glorious Burden

Músicas :
CD1
1.The Star-Spangled Banner – 1:14
2.Declaration Day – 4:59
3.When the Eagle Cries – 4:06
4.The Reckoning (Don't Tread on Me) – 4:57
5.Greenface – 3:03
6.Attila – 5:36
7.Red Baron/Blue Max – 4:05
8.Hollow Man – 4:25
9.Valley Forge – 4:46
10.Waterloo – 5:50
11. When the Eagle Cries (Unplugged) – 3:35

CD2
1.The Devil to Pay – 12:13
2.Hold at All Costs – 7:06
3.High Water Mark – 12:36


Resenha:
Esta resenha foi escrita por Eddie Rodrigues
Injustiçado? Rejeitado? Subestimado?
Não sei o que você, que lê esta resenha pensa deste álbum do Iced Earth, uma das bandas que mais se destaca no cenário americano, nao só pela qualidade, mas porque anos e anos se passaram e a banda nunca se rendeu ás modas que surgiram em seu país. Levando em conta a forma consumista com a qual a música pelas terras do Tio Sam é tratada, isso é um mérito.
Matt Barlow, o vocalista clássico da banda e pra muitos sua alma, havia saído da banda. Os fãs do Iced Earth estavam sentindo o que os fãs de Helloween sentiram quando Michael Kiske saiu, e sentindo o que futuramente os fãs de Nightwish sentiriam com a saída de Tarja Turunem. Mas quem poderia substituir Matt Barlow?
A resposta veio em pouco tempo: Tim "Ripper" Owens estava oficialmente integrado á banda, apesar de no início ter sido apenas chamado para gravar o álbum. Em apenas 5 dias Owens finalizou as suas gravações, deixando claro que não queria soar como uma cópia de Barlow (embora alguns o acusem de copiar Rob Halford, mas isso é outra história). The Glorious Burden então foi lançado. Polêmico por falar muito sobre a história americana (fazendo a banda receber críticas pesadas) e experimentando o formato de álbum duplo, pra muitos é uma obra sensacional dentro da carreira da banda.
Vamos às faixas:
Disco 1 The Star-Spangled Banner Nada mais que o hino norte americano adaptado. Muitos odiaram e odeiam até hoje essa introdução, mas este que vos escreve particularmente adora. E olha que eu acho o hino americano um belo chute nos testículos...
Declaration Day
Muitos me acusariam de herege por classificar esta como uma das melhores músicas do Iced Earth. Não, não é uma abertura tão sombria como Dark saga, nem tão furiosa como Wolf. Uma música cadenciada, sem soar arrastada e um refrão daqueles de cantar junto (diga-se de passagem, Jon Schaffer tem se tornado um perito em fazer isso já faz um bom tempo). Sua letra fala da assinatura da declaração de independência dos E.U.A. Nada mais patriótico do que o refrão desta música...
When the Eagle Cries Quem conhece o Iced Earth sabe que Jon não dispensa uma boa balada em seus álbuns. Poderíamos citar músicas como I Died For You, Melancholy (Holy Martir), Watching Over Me, Ghost Of Freedom... When the Eagle Cries entra na lista com méritos. Sua letra fala do sentimento pós 11 de Setembro, após os ataques ao World Trade Center. Entretanto, soa mais como uma volta por cima do que uma choradeira patriótica. Musicalmente a música tem um refrão bem pegajoso e sua base no violão é muito bem elaborada, de forma á soar bonita aos ouvidos. Na versão nacional do álbum, consta uma versão acústica dela como bônus, no fim do primeiro CD.
The Reckoning (Don't Tread On Me)
Um dos motivos pelo qual muita gente é fã do Iced Earth são os riffs cavalgados da banda, e essa música faz jus á essa fama. Uma das músicas mais porradas de sua carreira, conta com vocais impressionantes de Tim Owens (dá pra entender porque eles não a executavam ao vivo). Uma parte lenta no meio, como de praxe e volta o peso. Richard Christie na bateria então... sem comentários, ele sozinho faz um show.
Greenface
Uma música curta, e uma das mais cadenciadas do álbum, é uma homenagem aos marines americanos. Uma música relativamente simples, mas com uma boa perfórmance da banda toda. Meio que divide opinião, pois alguns a consideram muito genérica, outros consideram ela uma das melhores do álbum.
Attila
Olha os riffs cavalgados de novo aí, gente! Essa talvez seja a música do álbum que mais lembre o Iced Earth mais antigo. Com uma letra que fala do maior líder dos Hunos de todos os tempos, passando pela tentativa de invasão de Roma, a banda mostra velocidade, mas me pareceu um pouco contida com o peso nessa faixa específica.
Red Baron/Blue Max
A única co-escrita por Tim Owens. Rápida e pesada, mas bem intrincada, possui uma boa mostra do talento de Owens como vocalista. Richard Christie novamente se destaca. O solo da música é interessante, se levarmos em conta que solos nunca foram o forte da banda, exceto em algumas baladas. A letra fala do Barão Vermelho, aviador alemão que infernizou muita gente antes de ser derrubado.
Hollow Man
Essa é a única letra do álbum que não contém como tema algo referente á história, fala de tristeza interior. Originalmente entraria no Horror Show, mas Schaffer resolveu deixar de fora e não resistiu em usá-la dessa vez. Conta com uma perfórmance sentimental de Tim Owens, e conta com backing vocal de Matt, já que havia gravado algo para ela. Uma balada que chama a atenção e dá um refresco depois da porrada anterior.
Valley Forge
Um começo com violão, um tanto quanto estranho pros padrões do Iced Earth, mas que desemboca em um refrão majestoso. Muitos fãs rejeitam essa música, até este que aqui escreve demorou á assimilá-la. Fala de um soldado que reflete sobre seu sacrifício heróico.
Waterloo
Sem dúvida uma das melhores de toda a carreira da banda. Uma das melhores participações de Tim Owens em uma música, riffs cavalgados certeiros, refrão pegajoso, muita melodia e uma letra fantástica, retratando a batalha de Waterloo, onde Napoleão fora derrotado. Fecha de forma fenomenal o primeiro disco (precedendo a faixa-bõnus já citada).

Disco 2: Gettysburg (1863)
Gettysburg é o nome do local aonde ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da guerra civil americana, e o confronto que durou três dias naquele local foi o maior em território americano. A batalha de Gettysburg mudou os padrões de guerra americano, pois nela foram usadas novas tecnologias até então pouco (ou nunca) usadas em batalhas. Cada um dos dias da batalha foi retratado em uma faixa separada, montando estra trilogia de aproximadamente 32 minutos de duração. Vamos á elas:
The Devil to Pay
Iniciada com o Hino americano misturado com outra música, representando o exército sulista, a música é simplesmente maravilhosa. Eu posso até concordar com o fato de Tim Owens ter deixado o som do Iced Earth um pouco descaracterizado, por seu vocal ser diferente do vocal de Barlow, mas dizer que ele fez um trabalho ruim seria ignorância. Intercalando partes rápidas, trechos mais emocionais, tiros de canhão e tudo o que uma música épica tem direito, a primeira parte abre a trilogia com estilo
Hold at All Cost
Um início emocional, onde um amigo pede á Deus que se ele tiver que matar seu amigo em combate, que o derrube morto, a música segue com um riff cavalgado e cadenciado que chega á um refrão apoteótico, daqueles de cantar junto. É a mais curta das 3 faixas. Descreve com detalhes os locais dos principais embates, algumas das estratégias usadas... as três músicas mostram nitidamente que Jon pesquisou muito antes de escrever as letras.
High Water Mark
A mais épica das três, onde a orquestra de Praga (que participa da triologia) mais aparece evidenciada (e Jon Schaffer faz uma palhinha como Loongstret, um dos oficiais do lado dos sulistas, num dueto com Tim, que encarna o general Lee). Mais tiros de canhão, mais orquestra, mais partes marcantes e emocionantes, um "pré-final" majestoso, com a simulação do embate dos dois exércitos no corpo á corpo, com os sons das baionetas e dos tiros, e o final com Tim Owens deixando a emoção fluir ao descrever os sentimentos do General Lee ao ver que seu plano falhou e a morte de todos aqueles homens era sua culpa. Um final sensacional.

Saldo final
Pode não ser o melhor álbum da banda (meu favorito é o Horror Show), pode ser polêmico, pode não ter Matt Barlow nos vocais... mas se você não é um dos caras que odeia Tim Owens e gosta de Iced Earth o suficiente para desembolsar seu suado dinheirinho em um álbum, COMPRE. Não é só um álbum de metal com boas músicas, é uma obra de arte completa. Além das músicas de alto nível, possui talvez a melhor capa da banda e um encarte de cair o queixo, fora a parte do encarte exclusiva só para a trilogia Gettysburg, onde Schaffer relata a idéia de escrever o álbum, sua paixão por história e a letra das três faixas, com trechos escritos por Schaffer no meio das letras em itálico contando os detalhes da história. Imperdível.

Nota: 9,0