Algumas Considerações

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sábado, 19 de julho de 2008

Yojimbo - O Guarda Costas e Sanjuro


Yojimbo - O Guarda Costas e Sanjuro

O japão esta numa época decadente para os samurais, os clans, representados pelos senhores feudais estavam se extinguindo, e o rumo das decisões políticas estava caminhando para um poder centralizado.
Com o desparecimento dos clans, alguns samurais ficam sem mestre, sem a quem servir, e vivem sem rumo, apenas com suas espadas e seu código de honra.
É neste meio que encontramos um habilidoso samurai chamado Sanjûrô Tsubaki, um guerreiro solitário, com forte senso de justiça-social, e ao mesmo tempo desleixado e individualista.
Ele é o personagem principal de 2 filmes fantásticos do mestre Akira Kurosawa, Yojimbo - O Guarda Costas de 1961 e o fantástico Sanjuro de 1962.


Yojimbo - O Guarda Costas

Resenha:
Sanjuro, o samurai solitário, (brilhantemente interpretado por Toshirô Mifune) chega a uma cidade praticamente deserta à procura de um trabalho, só que esta se encontrava dividida entre dois mercadores rivais.
Seu senso heróico falou mais alto e em busca de livrar da cidade o terror que assola pela disputa política entre estas 2 gangues, o nosso heroi mostra suas habilidades com a espada, impressionando a todos, e oferece seus serviços para ambos lideres do grupo, semeando uma discórdia maior entre eles, e colocando-os em um confronto definitivo.
Para quem gosta de uma boa historia, devo dizer que Yojimbo é um dos mais marcantes herois que eu ja vi, ele foi muito popular por bastante tempo no japão, e influênciou cineastas de todo mundo, como por exemplo Quentin Tarantino em Kill Bill.


Sanjuro

Resenha:
A continuação de Yojimbo, na minha opnião ainda melhor que a primeira.
Depois de salvar a cidade de crueis mercadores, Sanjuro unê-se a um grupo de jovens idealistas que se determinaram a acabar com a corrupção que assolava sua cidade.
Vemos uma faceta estratégica de Sanjuro muito bem elaborada e percebemos ai, com mais evidência, que além de ser um exímio espadachin , ele tambem é bem inteligente.
É interessante tambem a visão do grupo de samurais idealistas sobre Sanjuro. Para a maioria deles ele não se encaixa nenhum pouco no conceito de guerreiro ideal, e está muito aquém de ser considerado um exemplo perfeito de samurai, pois o mesmo adota, no filme inteiro, uma postura desleixada e é sempre muito dorminhoco.
Esse certo ar de arrogância me atraiu bastante neste personagem, Toshiro Mifune mais uma vez acerta no talo.
Além disto, devo dizer que as cenas estão fantásticas, muito bem sincronizadas, bem "fotográficas", algo muito bem feito, com destaque para a última cena de duelo do filme, algo simplismente FANTÁSTICO. Não me atrevo a dar notas.

sábado, 12 de julho de 2008

Os Sete Samurais

Os Sete Samurais

Dados :
Nome Original: Shichinin no Samurai
Direção: Akira Kurosawa
Idioma: Japonês

Ano: 1954

Pais: Japão

Duração: 206 minutos

Cor: Preto e Branco

Resenha:

Lançado em 1954, "Os Sete Samurais" é o filme mais aclamado pelo diretor Akira Kurosawa, ganhador do prêmio Leão de Prata no Festival de Veneza e que foi influenciador de muitos outros conhecidos diretores, como por exemplo Quentin Tarantino.
A influência deste filme na cultura Pop não se limita apenas ao cinema, vemos tambem muita influência deste clássico nas historias em quadrinhos japoneses (o mangá) e em animes como Samurai 7, de Toshifumi Takizawa.
O filme não tem menos que 3 horas de duração, e confesso que quando assisti, foram as 3 horas mais curtas que ja vi.
O interessante é que ele é dividido em 2 atos, e no intervalo de um ato para o outro há uma pausa dentro do proprio filme de 10 minutos, onde é mostrada uma inscrição enquanto corre uma trilha sonora ao fundo, algo no mínimo curioso, nunca tinha visto isto em um cinema.
A historia do filme se passa no Japão, século XVI, em um humilde vilarejo de lavradores que é constantemente atacado por saqueadores.
Cansados de serem atacados, eles resolvem contratar samurais para defendê-los.
Ha época era propícia em achar tal serviço, os senhores feudais não mantinham mais samurais, e muitos deles foram rebaixados a condição de Ronins, samurais eram vistos como guarda costas, os lavradores procuravam extamente esses Ronins, samurais que não tinham a quem servir, que viviam na marginalidade, na pobreza (em certos casos não tinham o que comer), e não tinham um prestígio social maior que um simples camponês.
O primeiro samurai a aceitar tal serviço é Shimada (Takashi Shimura), um verdadeiro líder, totalmente desprendido e generoso, alem de ser um guerreiro experiente e estrategista astuto.
Ele recruta outros samurais para ajudar nesta empreitada, cada recrutado tinha sua característica única, falerei de alguns mais marcantes:
Temos Kyuzo (Seiji Miyaguchi) um samurai de primeira linhagem, totalmente litúrgico, austero, intropesctivo que trata o bushido (caminho do samurai) com um verdadeiro sacerdócio. Temos tambem o jovem Katsushiro (Isao Kimura), um rapaz totalmente inexperiente e fascinado que tem veneração pelos samurais e ansceia tornar-se alguem como eles. Mas o destaque mesmo vai para Kikuchiyo (interpretado pelo brilhante Toshiro Mifune), um bufão que é sempre ridicularizado no filme, e que tenta se unir ao grupo a qualquer custo.
Kikuchiyo é um personagem inesquecível, uma figura cômica, o papel perfeito do anti-heroi, totalmente fanfarrão; porém ele se demonstra, ao decorrer do filme, um verdadeiro guerreiro, bastante destemido e enérgico
Concluindo, "Os Sete Samurais" é um filme incrível, diversão garantida.

Nota 10.