Algumas Considerações

Mostrando postagens com marcador Música - Bandas: Iron Maiden. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música - Bandas: Iron Maiden. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de julho de 2008

Piece of Mind

Piece of Mind

Músicas:
01.Where Eagles Dare - 6:10
02.Revelations - 6:48
03.Flight of Icarus - 3:50
04.Die With Your Boots on - 05:25
05.The Trooper - 4:11
06.Still Life - 4:41
07.Quest for Fire - 3:46
08.Sun and Steel - 3:26
09.To Tame a Land - 7:25

Resenha:

Disco da banda inglesa Iron Maiden, lançado em 1983, se configura entre um dos pontos mais altos da NWOBHM (New Wave of Britsh Heavy Metal) e um dos meus discos de cabeceira favoritos também, daqueles que eu levaria para uma praia deserta.
Este álbum marca a entrada de ninguém menos que o figuraça e baterista Nicko McBrain, substituindo Clive Burr, que ja mostra em Where Eagles Dare sua competência e capacidade técnica.
Este album marca tambem um crescimento técnico da banda em relação aos discos anteriores, e em algumas de suas características mais marcantes, na minha opnião sintetiza de forma bem explícita o tipo de composição e sonoridade que o Iron Maiden estava buscando e construindo naquele momento, a música To Tame a Land por exemplo é pra mim um divisor de águas na forma de composição de Steve Harris e até hoje a ele se foca em construir melodias neste estilo.
Não há como negar a importância deste disco para o desenvolvimento do Heavy Metal em geral, e mesmo sendo um disco agressivo, as formas mais melódicas de composição se encontram ali também, como por exemplo Flight of Icarus, música que pra mim pode ser consideradas uma das primeiras composições de Heavy Metal Melódico da historia, ou pelomenos muitos dos traços caracteristicos do estilo presentes na mesma, podendo ser classificada como um pré-Melódico (assim como muitas músicas do Accept e do proprio Black Sabbath tambem são).
Além da própria sonoridade típica que estava se desenvolvendo muito neste disco, as proprias letras estava tomando uma característica própria do Maiden, ou seja, se você quizer conhecer o Iron Maiden, este disco é o que tem mais a cara da banda sem dúvida, já na música de abertura, Where Eagles Dare, encontramos uma letra baseada num fato histórico, coisa que se tornaria mais pra frente a marca registrada da banda.
A letra desta, fala sobre uma missão de comonados aliados na segunda guerra, que tinham como objetivo destruir uma fortaleza nazista localizada no alto de uma montanha. Tais fortalezas eram conhecidas como "Eagles Nests", ou ninhos de águias em bom português, em virtude de um dos símbolos nazista ser a águia. Por isso o nome da música é Where Eagles Dare, "Onde as Águias ousam ir".
Musicalmente a faixa de abertura é fantástica (uma das melhores faixas de abertura da banda ao lado de Moonchild e Sign of the Cross), a entrada de bateria é excelente, e a forma que ela segue a melodia, de forma intensa e muito bem articulada, é singular, alias, tudo nesta música foi muito bem executado, indo das linhas vocais de Bruce, aos riffs de guitarra e as linhas de baixo que foram muito bem construidos, um verdadeiro clássico.
A faixa seguinte, Revelations, é uma das minhas favoritas em toda a carreira da banda.
A música inicia com uma abertura bem pesada e é seguida por interessantes riffs pausados que acompanham uma construção melódica fantástica, onde é cantada uma oração inglesa de G.K. Chersterton.
Depois desta abertura a música entra num dos momentos mais incríveis e inspirados do disco, a melodia de guitarra segue um dedilhado bem melódico e doce, assim como a melodia feita pelo baixo de Steve Harris. O maior mérito porém vai mesmo para o Bruce Dickinson, que além de ser o compositor desta música fantástica, foi o responsavel por dar a ela uma das suas melhores performace vocais representativas que já ouvi.
A terceira música, Flight of Icarus é uma das mais conhecidas do disco, uma canção baseada na mitologia do voô de Icaro, e assim como na anterior, o grande destaque é Bruce Dickinson, que se mostra igualmente impecável, cantando de forma sublime um dos refrões mais bem construidos da banda.
A quarta música, Die With Your Boots On, se configura entre uma das mais aceleradas do disco. Possui também uma das instrumentais mais legais do play, principalmente no que se refere as guitarras, qualidade indo na boa timbragem dos instrumentos, aos proprios duetos nos solos desta música.
Esta música é também um pouco diferente do tipo de composição usualmente adotada da banda, é mais festiva, tem uma melodia mais descontraída, uma letra típicamente sarcástica e um andamento que vai bem de encontro a um Hard Rock, sem deixar de ter as características típicas do Heavy Metal, esses mesmos elementos se repetiriam mais tarde no injustiçado disco No Prayer for the Dying, principalmente em Holy Smoke.
The Trooper é a faixa que segue esta, não nem muito o que comentar dela, é uma das faixas mais conhecidas de toda carreira do Iron Maiden.
Com uma letra baseada na Guerra da Crimeia, esta é uma das musicas mais simples do disco, não que seja um ponto negativo, os riffs são muito bons e as linhas de baixo são fantásticas, assim como a performace de Bruce Dickinson.
O clima sombrio toma conta da banda, e na sexta faixa, Still Life, vemos uma construção diferente de quase tudo que acostumamos ver em uma banda como o Iron Maiden.
Devo dizer que esta ja foi por muito tempo a minha faixa favorita do disco, o impacto dela vem logo na introdução de guitarra, que é uma das mais bonitas que ja ouvi, assim como as linhas de baixo que o acompanha. Isso sem falar na melodia que é fenomenal, alem do desenvolvimento da mesma, o que faz dela música totalmente refinada e de muito bom gosto.
A sétima faixa, Quest for Fire, é a mais curiosa pra mim, muita gente diz não gostar dela, e eu ainda não entendi o porquê. Qual é ? A música é legal pra caralho, os riffs são bons, as linhas de baixo excelente, a melodia envolvente, o refrão bem fixador, e a performace de Bruce Dickinson (mais uma vez) explêndida.
Gosto mais dela do que de The Trooper e Flight of Icarus ! Pronto, falei !!
A música seguinte, Sun and Steel, pra mim é a mais fraquinha do disco, mas mesmo assim é boa, devo dizer que esta é a musica mais acelerada que você ira encontrar, e que tambem tem uma pegada bem Hardcore. Os riffs cavalgantes lembram bastante The Trooper e o refrão é bem melódico, enfim, uma música bem ao estilo Prowler.
Rufem os tambores, agora vem To Tame a Land, a música de encerramento e a grande e melhor surpresa do disco na minha opnião.
Sua forma de composição foi claramente uma influência ao estilo de composição do grupo, ficando evidente seus elementos em outras canções posteriores, tal como Seventh Son of a Seventh Son, bem explorada no disco X-Factor, chegando até nas mais atuais como For the Greater Good of God. Pra mim, a melhor música do disco, e uma das melhores e mais inspiradas músicas de todo Heavy Metal.
Suas qualidadesa começam pela letra, baseada na interessantíssima novela de ficção científica, Dune, de Frank Herbert, e chegam na música propriamente dita, na qual encontramos logo de cara uma entrada de guitarra fantástica, onde toca-se um dos temas mais bonitos e sombrios compostos pela banda.
O acompanhamento do baixo e da bateria se tornam bem intenso ao decorrer de toda música formando com isso, uma das cozinhas mais caprichadas e pesadas feita pela banda.
A melodia cantada toma um tom mais acelerado, onde há momentos mais declamados fantásticos, acompanhadas de variações melódicas muito bem construidas, se focando bastante na climatização torando-a assim um verdadeiro clássico, obrigatório para quem gosta de boa música, independente da pessoa gostar ou não de Heavy Metal.
Nota 10.

Baixe a música Where Eagles Dare pelo link abaixo:

http://rapidshare.com/files/127319917/01_-_Where_Eagles_Dare.mp3.html

Qualquer problema com o link, deixe seu comentário aqui que eu resolvo o problema.

Caso você interesse pelo disco inteiro, deixe aqui seu comentário com seu e-mail e te mandarei o disco através de um link para o Rapidshare.


Notas do Blog:

Não é a intenção deste blog prejudicar o artista de nenhuma forma, este blog apenas visa a divulgação de seu trabalho. Portanto, se você baixar o disco e se interessar, comprometa-se a comprá-lo.

Não apenas para valorizar o trabalho do artista, mas pelo bem de sua própria audição. A qualidade do som no MP3 é bem inferior a de um disco de verdade.

Não sou cabeça dura, nem hipócrita... não vou dizer que o MP3 é um retrocesso total... porque atravez dele se conhece muita coisa...

MP3 é bom !
Retrocesso pra mim é ficar só no MP3... a experiência de ouvir uma musica onde todos os elementos estão todos bem nitidamente definidos é outra coisa.

terça-feira, 6 de maio de 2008

The X-Factor

The X-Factor

Músicas:
01.Sign of the Cross – 11:17
02.Lord of the Flies – 5:03
03.Man on the Edge – 4:13
04.Fortunes of War – 7:23
05.Look for the Truth – 5:10
06.The Aftermath – 6:20
07.Judgement of Heaven – 5:12
08.Blood on the World's Hands – 5:57
09 The Edge of Darkness – 6:39
10.2 A.M. – 5:37
11.The Unbeliever – 8:10

Resenha:
O enigmático disco, The X-Factor, é o décimo album de estúdido do Iron Maiden, lançado em 1995, e o primeiro com o vocalista Blaze Bayley, ex-Wolfsbante, substituindo Bruce Dickinson, que deixou a banda para se focar em sua carreira solo.
A recepção do disco pelos próprios fans da banda foi muito negativa, talvez até mais negativa que a recepção que o No Prayer for the Dying teve, já que Bruce, um dos membros mais cultuados pelos fans, saiu dando a lugar a um inglês desconhecido, que nada tinha de similar com sua voz.
Soma-se isso ao certo experimentalismo adotado no disco, que definitivamente não se assemelhava a nenhum outro disco lançado pela banda.
Trata-se de um disco sombrio e ao mesmo tempo suave, melancolico, e silencioso em sua maior parte. Nada daquelas extensões vocais incriveis, muito fora da proposta estridente de outros discos mais convencionais da banda.
Não era apenas Blaze que deveria se adequar ao estilo do Maiden, reciproca tambem foi verdadeira, o disco por incrivel que pareça se encaixou perfeitamente no tipo de voz grave de Blaze Bayley, e digo mais, talvez se fosse o Bruce cantando este disco, ele não teria o mesmo brilho.
O disco é extremamente maduro em quase todos os aspectos, e suas características foram levadas adiante até os albuns mais atuais. Não há como negar que musicas como Face in the Sand, Age of Innocence, e For the Greater Good of God dos discos mais atuais carregam em si uma herança muito forte do X-Factor, este play completamente redefiniu a forma de compor da banda.
As letras estão sublimes, exaltam uma temática pessimista em relação ao homem, sobre a guerra e suas consequências e sobre a religião, alem de refletir a solidão, o desespero, falando mais sobre temas que revelavam o estado de espírito dos próprios compositores.
Steve Harris cogitava terminar as atividades da banda nesta época, estava se divorciando, e passava por diversos problemas pessoais. No entanto, decidiu passar por cima de tudo aquilo e, com o apoio de seu velho companheiro Dave Murray, começou a reconstrução do Maiden com o mesmo afinco de alguém em início de carreira, e isso tudo de alguma forma se refletiu na temática do disco e em toda sua construção melódica sombria.
Inusitadamente o disco já começa com um épico de 11 minutos, Sign of the Cross, diferente de todas as músicas de abertura que a banda já fez. A música inicia com um coro de cantos gregorianos e segue num ritmo lento e cadenciado, apresentando em seu decorrer várias mudanças de atmosferas e incríveis quebras de ritmo, em uma construção melódica muito forte, e uma harmonia instrumental fascinante.
A letra fala sobre a Santa Inquisição, movimento político da igreja católica que durante a idade média, já havia liderado cruzadas e justificava em nome da purificação do espirito, o assassinato de diversas pessoas, considerada hereges como hereges ou pagãs, pelo fogo.
O refrão é baseado no livro O Nome da Rosa de Humberto Eco, que apesar de não se focar na filosofia do Santo Oficio, refletia como a igreja usava esta desculpa para matar pessoas influentes que pudessem afetar sua posição.
Lord of the Flies, baseada no romance de mesmo nome de William Golding, é uma típica música Hard Rock, com ótimos riffs, um belíssimo solo e um vocal muito bem encaixado de Bayley.
A musica seguinte, Man on the Edge, é um dos maiores destaque do disco, mais acelerada, com uma performace vocal incrivel de Blaze e um ótimo trabalho com as guitarras.
A letra é baseada no filme Falling Down, Um Dia de Fúria no Brasil, com Michael Douglas.
A melancolia e o tom obscuro retornam com tudo em Fortunes of War, a musica com uma das introduções mais bonitas já feita pela banda, com um trabalho de baixo fantástico e uma construção melódica muito suave, que evoluem de uma forma fantástica.
A letra fala sobre guerra, tema que não é novidade nenhuma dentro do universo do Iron Maiden, porem, nesta a banda da um toque mais humano e menos documental como em Where Eagles Dare, The Trooper ou Aces High, focando nas consequências psicológicas do pós-guerra.
Uma música fantástica que merece estar entre os classicos da banda.
Na mesma linha que anterior temos Look For the Truth, igualmente com introdução belíssima, e a envolvente The Aftermath, com seu tom único de lamento harmonioso e belo, a música já provou soar maravilhosamente bem ao vivo, executada na turnê da X-Factour em 1996, e a magnifica Judgment of Heaven, que apresenta talvez um dos mais belos duetos de guitarra da banda, outro grande destaque do disco, e um dos pontos mais altos do disco.
Blood On The World’s Hands é uma das minhas músicas favoritas do Iron Maiden de todos os tempos. A começar pela incrivel introdução de baixo de Steve Harris, esbanjando muita técnica e domínio sobre o instrumento que empunha em suas mãos, me fazendo lembrar das incriveis execuções do saudoso Chris Squire do Yes.
A melodia segue em um tom agressivo e dramático, e o resultado é maravilhoso.
The Edge Of Darkness, retoma a já conhecida e agradavel melodia abatida presente em todo disco, um outro ponto fortíssimo do disco, porem, assim como Man On The Edge, traz em si, resquícios da sonoridade antiga da banda.
A letra é baseada no livro Heart of Darkness de Joseph Conrad, que também inspirou o filme Apocalypse Now, inclusive, uma parte da letra da musica é a reprodução da fala de Martin Sheen no filme.
2 A.M. é uma espécie de balada, muito bela, com um ótimo solo, e a exemplo de Fortunes of War, Look For the Truth, e The Aftermath possui uma belíssima introdução.
Ela se tornou uma das musicas mais odiadas pelos fans, mas eu simplismente acho ela fantástica, principalmente pela forte coerência entre a letra e a musica em si. A melodia lenta e arrastada se encaixa perfeitamente com a tematica depressiva da solidão, tratada na música.
A derradeira faixa, The Unbeliever, fecha o disco, e a exemplo da anterior, é outra música bastante odiada entre os fans da banda, que eu adoro.
Não entendo o porque do ódio a esta última, a música é otima, tem uma linha de baixo fantástica, uma passagem melódica excelente, uma intereção instrumental incrivel, mostrando um entrosamento fantástico e uma melodia nada convencional para os padrões do Iron Maiden.
Enfim, X-Factor é um trabalho de grande qualidade, dentro desse disco existem várias passagens instrumentais excepcionais e, inclusive, algumas boas linhas vocais.
Se o clima sombrio, melancólico e pessimista, associado a uma maior cadência e ‘lentidão’ nas músicas o afastam das características mais marcantes da banda, é fato também que justamente essas características o tornam único.

Baixe a música The Edge of Darkness pelo link abaixo:
http://rapidshare.com/files/112985228/09_-_The_Edge_Of_Darkness.mp3.html

Qualquer problema com o link, deixe seu comentário aqui que eu resolvo o problema.
Caso você interesse pelo disco inteiro, deixe aqui seu comentário com seu e-mail e te mandarei o disco através de um link para o Rapidshare.

Notas do Blog:
Não é a intenção deste blog prejudicar o artista de nenhuma forma, este blog apenas visa a divulgação de seu trabalho. Portanto, se você baixar o disco e se interessar, comprometa-se a comprá-lo.
Não apenas para valorizar o trabalho do artista, mas pelo bem de sua própria audição. A qualidade do som no MP3 é bem inferior a de um disco de verdade.
Não sou cabeça dura, nem hipócrita... não vou dizer que o MP3 é um retrocesso total... porque atravez dele se conhece muita coisa...
MP3 é bom !Retrocesso pra mim é ficar só no MP3... a experiência de ouvir uma musica onde todos os elementos estão todos bem nitidamente definidos é outra coisa