Algumas Considerações

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domingo, 14 de dezembro de 2008

Clube da Luta

Clube da Luta

Resenha
O filme não é "GENIAL" como dizem, está longe disso, e muito menos é um filme de profunda reflexão.
Apesar de propor uma boa discussão em relação ao consumismo e a importância que damos a ele na sociedade moderna e de ter alguns diálogos excelentes, alguns diria geniais, como o discursso de Brad Pitt dizendo "Você não é o que você consome, você não é seu emprego"... o filme apartir da metade do filme se perde um pouco na minha opnião, e acaba se tornando um filme de ação convencional.
O final pra mim foi totalmente previsível, apartir da metade do filme ja sacava que Tyler era o alter-ego do protagonista, e o filme da muitas pistas disso, e da muitas pistas que o protagonista tinha visivelmente problemas de esquizofrenia, causados pelo stress da vida moderna.
Inclusive vou precisar assistir denovo para ver se há em algum momento um momento incoerência no roteiro, e se tudo o que indica durante o decorrer da historia, é coeso.
Não sei vocês, mas eu acho que esses finais do tipo "Pegadinha do Malandro" se tornaram TÃO comuns em filmes americanos, que eu nem me impressiono mais, e até prevejo-os.
Acho que um dos poucos que consigo me lembrar que me surpreendeu mesmo foi "O Ilusionista", que realmente tem uma trama engenhosa, totalmente pensada e projetada para se adequar bem ao final.
No restante, Clube da Luta tem um conceito estilístico bem atraente.
É um filme bastante rítmico, diferente do convencional, com excelentes atuações, e um ótimo trabalho de linguagem cinematográfica, contando com uma excelente linguagem narrativa em 1° pessoa, com cenas ilustrativas e muito bem feitas.
No geral ?
Nota entre 7.5 e 8.0 (essa nota vai variar até a minha segunda "assistida")

domingo, 28 de setembro de 2008

E o Vento Levou


E o Vento Levou

Primeiro, não vou me preocupar em escrever dados técnicos do filme, nem fazer uma lista dos atores que atuaram no filme, muito menos de ficar citando curiosidades dos bastidores e nem mesmo quantos e em quais categorias este filme levou Óscars.
Levaria muito tempo, e eu sei que vocês nunca leêm, e eu também estou com uma puta preguiça de escrever, então, sem querer ser chato, se você quizer saber mais detalhes sobre o filme "Google It".
O que eu vou fazer aqui é dar um comentário geral do que se trata o filme, e tentar sem bem suscinto em descrever o enredo.
Bem... filme norte-americano lançado em 1939, do gênero romance dramático, seu diretor é Victor Fleming, e seu enredo é baseado num livro homônimo de Margaret Mitchel. Pronto, ja falei demais.

Agora vamos ao enredo.
O enredo gira em torno de Scarlet O'Harra (interpretada pela belíssima atriz Vivien Leigh), filha de um rico fazendeiro do sul dos EUA, que se vê diante de uma violenta crise financeira com o advento da Guerra de Secessão, que põe o Norte industrializado e o Sul latifundiário em posições adversas.
Scarlet O'Harra se mostra uma mulher bastante forte e destemida, e procura a qualquer custo, viver uma vida melhor, e diante dessa desesperadora situação, se sujeita a casar com Rhett, um homem rico, antes odiado por ela.
Devo admitir que Scarlet O'Harra é de fato uma personagem fantástica, talvez uma das melhores personagens femininas de todos os tempos, totalmente esférica, dotada de grande densidade psicológica, fazendo com que a trama tome caminhos totalmente inesperados.

Scarlett O'Hara, uma das personagens femininas
mais impactantes do cinema

Prós
Bem, não há como negar que é um ótimo filme.
O enredo é complexo e bem construído, os atores são ótimos, os cortes de camera são sublimes, assim como a direção de fotografia, uma das melhores que ja vi na vida.

Contras
Não seria bem um "contra", mas o problema é que eu NÃO gosto de filmes românticos, não adianta, sou tr00, não consigo me envolver com o enredo de melodramas.
Apartir da metade do filme eu ja estava bem cansado, devo dizer que o tema da trilha sonora do filme que se repetia muito contribuiu para isso, em certos momentos continuar assistindo o filme foi pra mim um ato de heroísmo, mereço uma conderação por isso.
Eu detesto filmes românticos mesmo, aguentar 2 horas desse filme foi coisa de Chuck Norris mesmo.
Acredite em mim, se você é assim como eu, nem assista, a não ser por pura curiosidade, mas... bem... enfim... está dado o aviso.

Avaliação final.
Sendo bem imparcial, deixando o meu gosto de lado, e analizando o filme desconsiderando o meu ódio por filmes Romanticos, nota 10.

domingo, 11 de maio de 2008

O Ilusionista


O Ilusionista


Dados do filme:

Direção: Neil Burger
Roteiro: Neil Burger
Gênero: Drama/Fantasia/Romance
Origem: Estados Unidos/República Tcheca
Duração: 110 minutos
Tipo: Longa


Resenha:

O filme conta a trajetoria de Eisenheim (Edward Norton), um ilusionista que assombra as platéias de Viena com seu impressionante espetáculo de mágica.

A historia se passa primeiro focando no pobre adolescente Eisenheim que, após ser cruelmente separado de um romance impossível com uma condessa, viaja pelo mundo com o objetivo de desvendar os grandes segredos da mágica.

Suas apresentações despertam a curiosidade de um dos mais poderosos e céticos homens da Europa, o Príncipe Leopold (Rufus Sewell), que se determina em desmascará-lo a qualquer custo, acreditando que as mágicas apresentadas não passam de fraudes baratas.

Em uma das suas apresentações, Sophie (Jessica Biel), noiva de Leopold e um antigo amor de infância de Eisenheim, é chamada ao palco para participar de um número, ambos se reconhecem naquele momento, despertando ciúmes em Leopold, e fazendo com que ele fique ainda mais determinado em destruir a carreira de Eisenheim.

Sophie e Eisenheim iniciam um romance clandestino e o príncipe delega a um inspetor de polícia (Paul Giamatti) a missão de desmascarar os truqes utilizados por trás do seu trabalho, para assim, ter o motivo de prendê-lo por fraude, ou algo do gênero.

Com o intuito de se entegrar ao seu antigo amor de infância, Eisenheim bola um magnifico plano de fuga com Sophie.

A trama do filme é envolvente, e o roteiro segue com inacreditáveis sobressaltos, que não vale a pena eu comentar aqui, para não estragar a surpresa que você terá em assistir o filme.

O roteiro é ousado e o melhor de tudo, coerente, o final do filme é bem impressionante e em nenhum momento soa absurdo.

O roteiro se encaixa perfeitamente, como um verdadeiro e complexo quebra-cabeças, que vai formando a engenhosa trama, e expondo os verdadeiros papéis de cada personagem na história.

Não apenas o roteiro, como disse Alexandre Koball em uma de suas críticas, não há como negar que, sem a excepcional fotografia (indicada ao Oscar – a única indicação do filme), O Ilusionista perderia boa parte do seu charme. O filme joga com bastante sombras, muito pouco contraste, dando uma sensação sombria ao expectador, uma estética muito apurada.

Boa diversão, mais do que recomendado.

Nota 8.


Veja o Trailer derste filme:


sábado, 3 de maio de 2008

Cenas de um Casamento


Cenas de um Casamento

Dados do Filme :
Título Original: Scener Ur Ett Äktenskap
Gênero: Drama
Duração: 299 min (155 minutos a versão editada).
Ano: 1974 (Suécia)
Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Distribuição: Versátil Home Vídeo

Resenha :
Lançado em 1974, e inicialmente produzida para a TV sueca, o filme conta a historia de Johan (Erland Josephson) e Marianne (Liv Ullman), casados há 10 anos, com 2 filhas e com uma vida aparentemente boa; numa situação financeira bastante agradável, ambos muito bem sucedidos em suas respectivas carreiras profissionais; ela como uma advogada na área de direito familiar, e ele um médico.

A película na verdade é uma versão editada de 155 minutos (sua verdadeira duração é 299 minutos), que se dividem em 6 episódios, e segundo Bergmann, depois que a minissérie passou na TV, houve um substâncial aumento no número de divórcios e também na procura por consultores de casamento, e não é pra menos, o filme expõe as visceras das relações afetivas dentro de uma convenção matrimonial imposta culturalmente pela socidade.

O filme inicia com o casal sendo entrevistado por Palm (Anita Wall), uma repórter de televisão, para uma matéria sobre que fazem para o matrimônio deles seja tão bem sucedido, num simbólico gesto de idealização conjugal, o filme simplismente destroi a instituição do casamento, mostrando como uma convenção humana das relações afetivas destroem as mesmas.

A sequência segue com a visita de um casal conhecido deles para um jantar, Katarina (Bibi Andersson) e Peter (Jan Malmsjö), que demonstram um casamento totalmente problemático, e isso deixa Marianne com uma “pulga atráz da orelha”, e começa questionar até quando um amor dura.

Essa ideia é desenvolvida durante a trama, ainda mais quando em uma de suas consultas profissionais, ela recebe Sra. Jacobi (Barbro Hiort af Ornäs), dizendo querer se divorciar do marido após 20 anos de casamento, por sentir que não há amor no seu matrimônio, o que provocou uma atrofia em suas emoções.

Marianne fica perturbada com o relato e, quando vai jantar com Johan, eles não conseguem uma maior aproximação, o que no princípio era um mar de rosas, logo evolue para o inevitável declínio da relação.

Nesta noite eles conversam sobre a deterioração de sua vida sexual, mas o que pega Marianne totalmente desprevenida é quando Johan diz estar apaixonado por Paula, que é bem mais jovem que ele, e que pretende viajar logo com sua nova paixão para Paris. Marianne tenta se controlar ao máximo e aparentemente se mostra compreensiva, mas na verdade está inteiramente desesperada.

Bergman disseca o doloroso processo de separação de seu casal “ideal” de maneira seca e sutil. O resultado incomoda, mas é absurdamente belo, dentro das personagens aflora-se os mais ocultos ressentimentos e amarguras.

Não há nenhum tipo de trilha sonora, o filme não cai naquele sinismo sentimentalóide, e nem erra em tentar parecer algo próximo a um “auto-ajuda” pra casais desesperados. O filme é quase documental e muito maduro.

Vale a pena.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sobre Café e Cigarros

Sobre Café e Cigarros

Dados do Filme:
Direção: Jim Jarmusch
Roteiro: Jim Jarmusch
Gênero: Comédia/Drama
Origem: Estados Unidos
Duração: 95 minutos
Tipo: Longa

Site do filme:
http://www.coffeeandcigarettesmovie.com/

Resenha :

Sobre Café e Cigarros (Coffee and Cigarettes) é uma coletânea de 11 curta-metragens do diretor Jim Jarmusch (autor de obras como “Estranhos no Paraiso”, “Down by Law”, “Mystery Train” e “Dead Man”) onde mostra várias personas célebres discutindo diversos temas, quase sempre bebendo café e fumando cigarros.

O longa não tem uma trama, não existe pretensão alguma disto, e nem qualquer relação entre um curta e outro, as coisas simplismente acontecem, os personagens do filme são os próprios atores, representando eles mesmos em momentos de pretensa realidade.

Com quatro diretores de fografia, o filme trabalha totalmente em imagens preto e branco, uma possivel alusão ao branco do cigarro e ao preto do café, e com isso, acaba se tornando um charmoso exemplar do cinema independente americano, perfeito para aqueles que adoram jogar papo fora tomando um cafezinho.

Entre as celebridades do filme encontramos Roberto Benigni, Steve Buscemi, Iggy Pop, Tom Waits, Cate Blanchet, Jack White, Meg White e Bill Murray.

As filmagens do filme iniciaram em 1986, o primeiro curta, Strange to Meet You, do filme foi apresentado no Saturday Night Live. Com esse curta filmado, Jarmusch guardou a idéia durante 17 anos, filmando sempre quando tinha uma oportunidade. Assim, em 1989, Steve Buscemi encarou os gêmeos Cinqué e Joie Lee (filhos do diretor Spike Lee) num boteco para contar uma incrível história de Elvis Presley (episódio Twins”).

Três anos depois foi a vez de Iggy Pop e Tom Waits se encontrarem em um boteco (Somewhere in California), ao lado de uma jukebox, e ficarem "trocando idéias" impagáveis. "Cara, conheci um baterista sensacional. Assim que o vi tocando, pensei: preciso apresenta-lo para o Tom", diz Iggy. "Você está querendo dizer que o som da bateria dos meus discos é uma porcaria? É isso?", responde Tom Waits, sério e impagável.

O sarcasmo flutua no ar junto com a fumaça, que, alias, nem devia marcar presença nesse quadro, já que tanto Tom quanto Iggy haviam abandonado os cigarros por ordem médica. "Mas fumar um cigarro é um exemplo de força", provoca Tom Waits. "Só quem parou de fumar pode acender um cigarro e dizer: estou fumando um cigarro, mas eu já parei. E só para provar que sou forte vou fumar apenas um", conclui o pensamento Tom Waits. Incrédulo, Iggy Pop aceita um cigarro e os dois astros parecem ter orgasmos quando a nicotina invade o corpo. Hilário.

O final do esquete é muito engraçado.

É de 1992, também, o quarto episódio do filme, “Those Things'll Kill Ya”, em que Joe Rignano e Vinny Vella passam o tempo discutindo os malefícios do cigarro.

Logo segue o quinto episódio, Renée, com a lindíssima Renée French, onde ela simplismente aparece lendo uma revista, e é periodicamente incomodada por um garçom.

O sexto, “No Problem” com os atores Isaach de Bankolé e Alex Descas, onde ambos marcam um encontro, para simplismente se ver, fumar cigarros e beber café. Preocupado com o motivo do encontro, Isaach fica incessantemente perguntando ao outro, se havia algum problema, o porquê de tê-lo chamado. Alex simplismente diz que não tinha problema nenhum, que só queria vê-lo. A conversa se desenvolve ai.

O sétimo, “Jack Shows Meg His Tesla Coil”, com o duo White Stripes, onde eles (Jack & Meg White) mantem uma longa conversa sobre a bobina de Tesla.

O oitavo foi um dos meu preferidos, “Cousins”, com Cate Blanchet fazendo papel duplo e brincando com a fama, onde se apresenta como um encontro casual entre 2 primas. Uma aparenta estar bem sucedida, e a outra, com diversos problemas.

A conversa se desenvolve entre as duas de uma maneira incrívelmente natural, cheia daquelas formalidades que realmente temos, porem, mostrando nitidamente tons de sarcasmos, e pitadas de inveja da prima problematica em relação ao sucesso da outra, onde ela sempre faz questão de comparar a vida da prima com a dela. Quando se percebe essa incessante comparação, se percebe tambem uma construção psicológica bem sutil da prima problemática, externando ao expectador, uma certa baixa auto-estima da personagem, que se vê em muito contraste em relação a prima. A reação da prima bem sucedida, em relação a essas analogias, é visivelmente desconfortável.

O nono, “Cousins ?” , com Alfred Molina e Steve Coogan, foi o que eu mais gostei.

Alfred convida Steve para tomar café, que está representando ele mesmo, como ator, porém mais famoso no universo do filme. Molina ao longo da conversa, depois de falar muito sobre os projetos de Steve, vai explicando o real motivo do encontro, e mostra a Steve, uma detalhada pesquisa feita comparando suas árvore-genealogicas, onde se constata ali que ambos são primos.

Alfred se mostra bastante empolgado em dar a noticia, fica fazendo diversos planos, porem Steve aparenta não estar muito animado. Molina quer se aproximar de Coogan de qualquer maneira, mas o inglês (que dispensa o café e toma chá) não corresponde a amizade.

O auge da conversa foi quando, Molina, em meio a toda sua empolgação, pede o número particular de Steve, que se mostra bem seco em recusar, inventando uma desculpa de manter um hábito peculiar nunca passar seu numero particular para ninguem.

Durante essa explicação, ele comete vários deslizes, um deles é ter dito “não passo meu número para ninguem, nem para pessoas importantes”, insinuando que seu primo não seja uma pessoa importante, outro quando ele pergunta se o primo em questão era “gay”.

Isso tudo deixa Molina com um semblante bastante triste, e ele percebe a arrogância do primo e o pouco caso que ele fez da situação toda.

A situação muda quando Molina no meio da conversa recebe uma ligação de Spike Jonze, e Steve, como grande admirador do diretor, muda totalmente de ideia sobre o primo e tenta “empurrar” seu número particular, abrir a sua agenda e dar uma total atenção especial a ele. Porém, ja era tarde demais para isto, e Molina já não mostra nenhum interesse.

O décimo,”Delirium”, com os rappers RZA e GZA, do Wu-Tan Clan, e o ator Bill Murray, absurdamente impagável, representando um paranoico viciado em cafeina.

O último “Champagne”, com William Rice e Taylor Mead, é sobre dois velhos amigos, em horario de intervalam que brindam a vida transformando café em champagne num trecho bastante poético. Jarmusch apenas exercita sua maneira de ver o mundo em pequenos relatos cheios de cinismo, tédio, banalidade e silêncios.

Veja uma cena do filme :
A cena com Iggy Pop e Tom Waits do curta Somewhere in California